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Commodities mais caras e maior demanda disparam inflação mundial

O aumento da inflação que afeta há meses todos os países do mundo deve-se, principalmente, aos maiores preços das matérias-primas, tanto alimentícias quanto energéticas, acentuadas por um forte aumento da demanda dos países emergentes.

AFP |

Os preços dos cereais explodiram e o petróleo é vendido acima dos 100 dólares o barril, o que afeta fortemente a maioria das economias do planeta e o poder aquisitivo das populações.

A grande responsável por estas altas dos preços é a demanda crescente dos países emergentes, com economias em crescimento que necessitam de matéria-prima para alimentar sua produção.

A oferta mundial, limitada por seus recursos ou suas capacidades de produção, não consegue suprir essa demanda, o que gera tensões nos mercados internacionais e eleva os preços.

Seguindo os passos das matérias-primas, a inflação também começa a bater recordes no mundo, retirando o poder de compra da população.

As tensões sobre os preços são particularmente sensíveis nos países em desenvolvimento, onde as famílias dedicam maior parte dos salários para a compra de comida e de combustível.

"Necessitamos um 'New Deal' para a política alimentar mundial", advertiu recentemente o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, pedindo que os países industrializados realizem um grande esforço concentrado ou se preparem para que "mais gente sofre e morra de fome".

Contudo, as economias desenvolvidas, também ameaçadas pela inflação, dispõem de margem de manobra limitada.

A estabilidade dos preços é "essencial para os mais pobres e mais vulneráveis de nossos cidadãos", insistiu Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE).

A instituição monetária européia realiza uma restrita política de juros contra a inflação, mas ao mesmo tempo deve enfrentar a desaceleração do crescimento provocada pela crise financeira.

Uma alta dos preços reduziria automaticamente o poder de compra da população e poderia provocar uma baixa do consumo, um dos motores do crescimento, assim como uma redução da economia, que alimenta esse moto.

Além disso, as crescentes pressões sociais para um aumento dos salários correm o risco de também alimentar a inflação.

Esse é o fantasma da "espiral inflacionária" tão temida pelas autoridades monetárias. Ele poderia se manifestar inicialmente nos países emergentes, que atualmente possuem os maiores índices de crescimento, onde os governos tendem a privilegiar o crescimento em relação à luta contra a inflação.

"Antes de tudo, devemos assegurar o desenvolvimento rápido e estável da economia e ao mesmo tempo controlar a inflação de maneira eficaz", explicou o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, que fixou a meta de inflação em 4,8% para 2008, apesar de o índice ter alcançado em fevereiro 8,7%.

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