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Carcereiro de Betancourt assume culpa por tráfico de drogas nos EUA

Washington, 16 dez (EFE).- O guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Gerardo Antonio Aguilar Ramírez (César), um dos carcereiros da ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt no cativeiro, se declarou hoje culpado das acusações de narcotráfico que enfrenta nos Estados Unidos.

EFE |

"César" admitiu as acusações em uma audiência na Corte do Distrito de Columbia, como confirmou à Agência Efe Carmen Hernández, sua advogada.

Na mesma audiência, o também guerrilheiro Jorge Enrique Rodríguez Mendieta assumiu sua culpa pelas mesmas acusações.

Mendieta e "César" eram procurados pelas autoridades judiciais americanas por supostamente terem cometido o crime de "importar, fabricar e distribuir cocaína".

Segundo Hernández, "César", que em um primeiro momento se declarou "inocente", reconheceu as acusações por meio de um acordo com a Justiça americana.

Em virtude do acordo, o Governo americano considera que uma "sentença razoável" seria de entre 21 e 28 anos de prisão para "César", que terá descontado da pena o ano que passou preso na Colômbia.

Além disso, terá acesso a reduções de pena de 54 dias por ano caso apresente bom comportamento.

"A cooperação sempre é uma possibilidade, mas, neste momento, não faz parte do acordo", disse a advogada, ao lembrar que os guerrilheiros não vão ser condenados por sua relação com os três reféns americanos que foram libertados junto com Betancourt em 2008.

A posição dos promotores durante as audiências foi apresentar provas que demonstrassem que o sequestro dos três americanos era parte da conspiração para importar cocaína da Colômbia, mas a Suprema Corte aceitou apenas a extradição por narcotráfico.

No caso de Mendieta, a pena será de 20 anos, segundo a advogada.

"César" foi o carcereiro de Betancourt e dos americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, funcionários de uma empresa de segurança contratada pelo Pentágono, que foram reféns das Farc por mais de cinco anos na selva colombiana.

O guerrilheiro foi detido na Colômbia em 2008 durante a "Operação Xeque", na qual o Exército libertou Betancourt e um grupo de 11 policiais e militares, além dos três americanos.

Em 16 de julho, "César" foi extraditado para os EUA sob fortes medidas de segurança.

No dia 5 de março de 2010, o juiz federal Thomas Hogan, responsável pelo caso, ditará a sentença final. EFE elv/bba

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