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Camisas vermelhas prometem última batalha contra Governo da Tailândia

Bangcoc(EFE).- Os seguidores do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, conhecidos como os camisas vermelhas, anunciaram nesta quarta-feira que concentrarão os protestos no distrito comercial de Bangcoc para a última batalha contra o Governo da Tailândia.

EFE |

Centenas de manifestantes começaram a abandonar o outro ponto dos protestos perto do centro histórico da capital, onde, no último fim de semana, aconteceram violentos confrontos com os soldados.

O número de pessoas mortas chegou nesta quarta a 23 após o falecimento de um soldado e um civil em decorrência de ferimentos durante tiroteios e explosões de granadas.

Segundo o centro de emergência estatal, as vítimas incluem 19 civis, entre eles um repórter gráfico japonês que trabalhava para a agência de notícias "Reuters", e quatro militares.

AFP
Manifestantes prometem "última batalha" contra Governo da Tailândia


Dos 863 feridos durante os choques, 274 permanecem internados em mais de uma dezena de hospitais, 17 deles em unidades de terapia intensiva.

Veículos militares continuam no centro histórico da capital, onde na segunda-feira começaram as celebrações do ano novo tailandês, apesar de o Governo ter cancelado os eventos oficiais.

Alheios à violência dos últimos dias, tailandeses e turistas brincavam com pistolas de água para celebrar o ano novo budista, também conhecido como Songkran.

A Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, plataforma de apoio a Shinawatra, está distribuindo DVDs com imagens que supostamente mostram soldados disparando contra os manifestantes.

Por sua parte, o Governo iniciou a busca e a captura dos pistoleiros, acusados de se misturarem com os "camisas vermelhas" para começar os tiroteios com as tropas, no sábado pela noite.

"Não podemos deixar os terroristas andarem livremente pelo país, temos suficientes provas fotográficas e vídeos que identificam aqueles que levavam fuzis M16 e AK-47", afirmou o vice-primeiro-ministro, Suthep Thuagsuban.

Os manifestantes, que iniciaram os protestos há um mês, exigem eleições antecipadas por considerarem que o Governo não é legítimo por não ter sido eleito nas urnas mas mediante pactos parlamentares.

Shinawatra, deposto por conta de um golpe de Estado em 2006 e foragido da justiça de seu país, acompanha os protestos desde o exílio. EFE grc/fm

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