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Camisas vermelhas prendem militares tailandeses, mas libertam horas depois

Bangcoc, 16 abr (EFE).- Os camisas vermelhas tailandeses detiveram e, após algumas horas, libertaram um general e um coronel da Polícia que tinham tomado como reféns durante operação das forças de segurança no hotel onde estavam os dirigentes dos protestos, um dos quais conseguiu fugir.

EFE |

Um porta-voz policial confirmou que a libertação dos reféns aconteceu após reunião entre ativistas e o comandante da Polícia metropolitana, geral Wichai Sangpraphai, segundo a edição digital do jornal "The Nation".

Sangpraphai chegou ao local uma hora depois que Arisman Pongruangrong, um dos líderes da Frente Unida pela Democracia e Contra a Ditadura, se pendurou em uma corda, passou por um balcão e escapou, protegido pela multidão concentrada diante do edifício.

Outros dois dirigentes da Frente, Phayup Panket e Suporn Atthawong, estavam junto a Pongruangrong no hotel SC Park quando as forças de segurança iniciaram a operação no recinto.

Inicialmente, o Governo anunciou a detenção dos três dirigentes dos "camisas vermelhas", mas, segundo a imprensa local, foram eles que obrigaram os agentes a libertarem seus chefes.

A operação para deter os chefes dos protestos começou durante a manhã (horário local) quando o vice-primeiro-ministro tailandês, Suthep Thaugsuban, afirmou em mensagem televisada que a Polícia ia deter um grupo de "terroristas".

O anúncio aconteceu durante a primeira jornada de trabalho após três dias de festa de celebração do Songkran, o Ano Novo budista, dias nos quais a mobilização diminuiu e o Exército aproveitou para limpar a região na qual no sábado aconteceram as cargas policiais e enfrentamentos que causaram 24 mortes e mais de 850 feridos.

Os "camisas vermelhas" estão há um mês entrincheirados em Bangcoc para exigir ao Executivo que dissolva o Parlamento e convoque eleições antecipadas.

Há duas semanas transferiram seu centro de operações ao coração comercial da capital tailandesa, onde obrigaram a fechar as lojas de luxo da principal zona de compras, causando perdas milionárias ao setor turístico.

Os manifestantes são comandados pelo ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe de estado em 2006 e exilado no exterior por estar foragido da justiça. EFE grc/fm

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