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Bill ganha força no Atlântico e põe Bermudas em alerta

Miami, 20 ago (EFE).- O furacão Bill ganhou força hoje ao se deslocar pelas águas do Atlântico e seus ventos aumentaram para 205 km/h, enquanto as Bermudas se mantêm sob alerta.

EFE |

"Bill" ainda é um ciclone de categoria três, uma das maiores na escala de intensidade Saffir-Simpson, que vai até cinco, mas deve continuar ganhando força, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês).

"São possíveis algumas oscilações na intensidade durante as próximas 12 a 24 horas. Bill ainda tem o potencial de alcançar a categoria quatro na sexta-feira", previu o NHC no boletim de 18h (de Brasília) de hoje.

Um furacão atinge a categoria quatro quando seus ventos máximos sustentados aumentam até 210 km/h.

Os meteorologistas disseram que "Bill" é um grande furacão e que seus ventos com força de ciclone se estendem a 185 quilômetros a partir do centro e os ventos com força de tempestade tropical a 415 km/h.

Às 18h (de Brasília), o olho do furacão estava localizado perto da latitude 23,8 graus norte e da longitude 63,2 graus oeste, 960 quilômetros a sul das Bermudas e 1.735 quilômetros a sudeste de Cabo Hatteras, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

O fenômeno se dirige a noroeste a 30 km/h e deve seguir este movimento até sábado, quando girará em direção a oés-noroeste.

Nessa trajetória, segundo o NHC, o olho do furacão passará por mar aberto entre as Bermudas e a costa leste dos Estados Unidos no sábado pela manhã.

O arquipélago das Bermudas está sob alerta de furacão, o que significa que as condições próprias de um ciclone são esperadas em um prazo de 36 horas.

O Serviço Meteorológico das Bermudas emitiu também um aviso de tempestade tropical, por isso esperam-se que as condições deste sistema afetem as ilhas em 24 horas.

Os meteorologistas do NHC disseram que fortes ressacas associadas a "Bill" atingem Porto Rico, República Dominicana e Haiti.

As ressacas também começarão a afetar Bahamas, Bermudas, a costa oeste dos Estados Unidos e as áreas marítimas do Canadá nos próximos dias. EFE so/db

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