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Miami, 15 jul (EFE).- O Bertha entrou para a história da meteorologia como a tempestade tropical mais longa do mês de julho desde que se tem registro destes sistemas, informou hoje o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

A tempestade se formou em 3 de julho e quatro dias depois se transformou em um furacão que chegou à categoria três, uma das maiores na escala de intensidade Saffir-Simpson, cujo máximo é cinco.

A "Bertha" perdeu intensidade, foi reduzido a tempestade e castigou na segunda-feira passada as Bermudas, com ventos máximos sustentados de 110 km/h, causando fortes ondas, chuvas intensas e deixando várias regiões do arquipélago sem eletricidade.

A tempestade se afastou das Bermudas e ameaça se transformar de novo em um furacão.

Isso ocorre quando seus ventos alcançam os 119 km/h.

"'Bertha' poderia ainda se transformar em furacão amanhã ou antes, caso encontre um ambiente (climático) mais hostil", informou o NHC em seu boletim das 18h de Brasília.

Durante a temporada atlântica de 2008, que começou em 1º de junho e termina em 30 de novembro, formaram-se duas tempestades tropicais, "Arthur" e "Bertha", esta última transformada no primeiro ciclone da temporada.

Os meteorologistas previram que a temporada será "ligeiramente mais ativa" que o normal, com a formação de entre seis e nove furacões e de 12 a 16 tempestades tropicais. EFE sob/rb/plc

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