BAGDÁ - Ali Hassan al-Majid, o Ali Químico, foi condenado à morte pela Suprema Corte do Iraque neste domingo. Ele foi considerado culpado de ter ordenado, em 1988, um ataque com gás venenoso contra curdos.

AP
Ali Químico, em foto de 2007

Ali Químico, em foto de 2007

Esta é a quarta condenação à morte de Majid, ex-ministro da Defesa e primo do ex-presidente Saddam Hussein, executado em 2006.

Segundo a condenação, em 1988 Majid comandou um ataque contra a localidade curda de Al-Halbja, no qual aproximadamente 5 mil pessoas morreram.

O julgamento por essas mortes começou em dezembro de 2007. Desde então, 34 testemunhas deram sua versão dos fatos ao longo de 36 audiências.

Também foram condenados pelo ataque o ex-ministro da Defesa Sultan Hasheem e o então chefe do serviço secreto iraquiano, Ali Sader al-Douri. Ambos passarão 15 anos presos. Já o chefe da inteligência na região, Farhan Motlak, foi condenado a dez anos de prisão.

Segundo as vítimas, Al-Halbja foi atacada com armas químicas, o que causou a morte de um "grande número de pessoas". Como principal responsável pelo crime foi apontado "Ali Químico", que chefiava o Escritório de Organização do Norte do extinto Partido Baath, ao qual partencia Saddam.

Uma delegação com funcionários do governo do Curdistão iraquiano chegou ontem a Bagdá para saber em primeira mão a sentença anunciada neste domingo.

"Ali Químico" já foi condenado à pelo assassinato de dezenas de xiitas em fevereiro do 1999; pelo genocídio de curdos em Anfal, em 1988, e pela repressão à rebelião xiita em áreas do sul do Iraque em 1991.

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