Abu Dhabi, 1 mai (EFE).- A emissora de televisão do Qatar Al Jazira anunciou hoje que seu cinegrafista sudanês Sami Al Hajj foi posto em liberdade após permanecer preso mais de seis anos na base americana de Guantánamo (Cuba).

"Al Jazira" afirmou que Sami foi libertado, junto com um marroquino e outros dois sudaneses, e chegará durante a madrugada de sexta-feira à capital sudanesa, Cartum, a bordo de um avião militar americano.

Sua mulher, Asmaa, e seu filho Mohamad, de sete anos, que residem na capital catariana, Doha, durante os últimos seis anos, viajaram esta noite a Cartum para receber o cinegrafista, acompanhados do diretor-geral da cadeia "Al Jazira", Waddah Janfar.

A televisão não especificou detalhes sobre a libertação de Al Hajj, embora tenha lembrado que "ele permaneceu em Guantánamo sem acusações nem julgamento", e assinalou que assim que chegar a Cartum será internado em um centro médico devido a seu frágil estado de saúde, já que "estava 16 meses em greve de fome".

O câmera da "Al Jazira" foi capturado no final de 2001 na fronteira entre Afeganistão e Paquistão, e foi entregue posteriormente aos Estados Unidos, que o transferiu a Guantánamo em junho de 2002.

A "Al Jazira", uma das televisões mais assistidas no mundo árabe, comemorou a libertação de Al Hajj, e expressou sua esperança de que o jornalista da emissora Taysir Aloni, condenado a prisão na Espanha por colaboração com a Al Qaeda, "seja posto em liberdade". EFE fa/iw/fb

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.