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A viagem seria para matar as saudades, mas agora vai ser de luto

Ele foi com orgulho, com fibra de herói. Foi levar paz para uma terra sem paz. Muito emocionado, o militar Amaro Augusto de Lima diz que seu filho, o sargento Davi Ramos de Lima, http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/13/terremoto+de+7+graus+provoca+mortes+e+destruicao+na+capital+do+haiti+9273080.html target=_topmorto no terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira, era o orgulho da família.

Camila Nascimento, iG São Paulo |

AE
Davi era

Davi era "orgulho da família"

"Tenho nove filhos, sendo uma menina, e ele foi o único que seguiu a minha carreira. Ele era o orgulho da família. Muito alegre, muito inteligente", diz o pai, para em seguida listar mais qualidades do filho. "Ele nunca me deu problema, sempre estava presente. Ele era técnico em edificações, formado em administrações da empresa".

Amaro acredita que Davi, de 37 anos, integrava a escolta da médica sanitarista Zilda Arns, que também morreu no terremoto no Haiti. O corpo do sargento foi encontrado na mesma região que a fundadora da Pastoral da Criança ministrava uma palestra. "Provavelmente, ele fazia a segurança da médica Zilda Arns. Ainda não temos essa informação confirmada, mas os corpos foram encontrados na mesma região e quatro militares faziam a escolta dela".

A reportagem do iG procurou o Exército, mas a identidade dos militares que estavam junto com Zilda Arns ainda não foi confirmada.

"Viagem de luto"

Assim como a maioria dos militares mortos nesta tragédia, Davi voltaria para o Brasil no sábado. A família, que mora em João Pessoa, já tinha comprado passagens para receber Davi em Lorena, no interior de São Paulo, onde ele morava. "Na bagagem, a gente já tinha pronta a nossa comida típica daqui (nordeste) para levar ao Davi", conta o pai, em entrevista ao iG. "A viagem seria para matar as saudades, mas agora vai ser de luto."

A expectativa de Davi com o retorno ao Brasil também era grande. "Ele estava em uma missão honrosa, orgulhoso. Dizia que o povo haitiano era muito pobre e muito hospitaleiro. Mas feliz em voltar para a casa, pois tinha um filho de quatro meses", disse o pai. Davi teve a chance de ver o filho apenas uma vez - ele estava desde julho em missão no Haiti -, quando recebeu autorização do Exército para passar uma semana com a família, em Lorena. Ele era casado e deixa três filhos.

A família de Davi, que era militar desde 1995, não tem informações sobre a chegada do corpo do militar ao Brasil.

Reprodução
Davi com a sobrinha, Vanessa, no Natal de 2008

Davi com a sobrinha, Vanessa, no Natal de 2008

Brasileiros mortos

O terremoto no Haiti já deixou outros 14 brasileiros mortos . Entre as vítimas, a médica sanitarista Zilda Arns, de 75 anos, fundadora da Pastoral da Criança, que cumpriria uma agenda de palestras na América Central.

Veja abaixo os nomes dos 14 militares mortos:

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