RIO DE JANEIRO - A família materna do garoto S.G., de 9 anos, vai acatar a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que determinou a entrega do menino para o pai, David Goldman, que vive nos Estados Unidos. Um eventual recurso teria de ser analisado pelo plenário do Supremo, integrado por 11 ministros, mas o advogado da família, Sérgio Tostes, descartou um novo recurso. A guerra acabou, disse Tostes. Agora é cuidar para fazer a transição de entrega da melhor maneira possível.


O advogado informou que na tarde desta quarta-feira vai conversar com representante da Advocacia Geral da União (AGU) para discutir os prazos para a entrega do menino ao pai. Segundo Tostes, "é hora de todos se unirem para atender ao melhor interesse do garoto".

A desistência é explicada pela própria decisão do ministro Gilmar Mendes. Tostes afirmou ao iG que a decisão mostrou qual a indicação da Justiça brasileira sobre o caso.

Na terça-feira, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, que determinou que o garoto fosse levado aos Estados Unidos, e cassou decisão tomada na semana passada pelo colega Marco Aurélio Mello, que ordenava a permanência do menino no Brasil.

S.G. veio para o Brasil em 2004 com a mãe, a estilista Bruna Bianchi. No Brasil, Bruna separou-se de David Goldman, não retornou aos EUA e, posteriormente, casou-se com o advogado João Paulo Lins e Silva. Em agosto de 2008, Bruna morreu após o parto da segunda filha. De lá para cá, Goldman e Lins e Silva disputam a guarda do menino.

Na semana passada, graças ao despacho de Marco Aurélio, a família tinha conseguido suspender a decisão do TRF que determinava a entrega do menino e consequente viagem para os Estados Unidos. Desse despacho recorreram o pai do garoto e a Advocacia Geral da União (AGU).

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