Quito entrega à Promotoria diário que seria de chefe das Farc

Quito, 29 jul (EFE).- O Governo do Equador anunciou hoje que entregou à Promotoria um documento que chegou a suas mãos e que, possivelmente, faria parte do diário de Raúl Reyes, porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (EUA) morto no bombardeio de Angostura, em março de 2008.

EFE |

Em coletiva de imprensa, o ministro do Interior, Gustavo Jalkh, e o chanceler, Fander Falconí, explicaram que não atribuem "nem veracidade nem falsidade" ao documento, mas que o enviam à "autoridade competente" para oferecer "total transparência" e tomar as "medidas jurídicas correspondentes".

No diário, que também foi mostrado à Organização dos Estados Americanos (OEA), aparecem referências ao ex-ministro equatoriano Gustavo Larrea e ao ex-subsecretário de Governo José Ignacio Chauvín.

A Chancelaria distribuiu, após o encontro, uma cópia do documento que chegou ao Governo, um conjunto de páginas manuscritas, parte do suposto diário de "Reyes" até 23 de fevereiro de 2008.

Segundo Jalkh, nele se "envolve alguns fatos relacionados com ex-funcionários do Governo" e se menciona que ambos "teriam atuado, de alguma maneira como emissários" do Governo perante as Farc.

"O presidente (Rafael Correa) não enviou nenhum tipo de emissário e de nenhuma maneira teve conhecimentos dos fatos que ali se relatam", disse Jalkh ao assinalar que o que se pretende é "analisar o documento em sua veracidade".

Jalkh diz que "o Governo não podia guardar um documento dessa natureza, e o que demonstra é um profundo compromisso com a verdade e com a justiça".

Já o chanceler assinalou que o Governo está "empenhado na busca da verdade e de que todos os fatos relacionados com o infame ataque" que atingiu seu território sejam esclarecidos.

Em 1º de março de 2008, o Exército colombiano bombardeou um acampamento clandestino das Farc sem aviso prévio às autoridades do Equador.

Essa operação, em que morreram 26 pessoas, entre elas "Raúl Reyes", um cidadão equatoriano e quatro estudantes mexicanos, provocou a ruptura das relações entre Colômbia Equador. EFE ic/rr

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