O governo do Equador denunciou nesta terça-feira que um grupo de generais da reserva planeja derrubar o presidente socialista, Rafael Correa.

"Acreditamos na existência de planos desestabilizadores, que há planos desestabilizadores", disse à imprensa o vice-presidente equatoriano, Lenín Moreno, ao citar reuniões de cerca de 70 generais da reserva que são "contrários ao regime".

Moreno, que ocupa a presidência por ocasião da viagem de Correa a Cuba, disse que "existem poderes acostumados a fazer o que querem no país, que se negam a perder os privilégios...".

O ministro da Segurança, Miguel Carvajal, confirmou reuniões de vários generais da reserva na província costeira de Manabí, nos últimos três meses, visando desestabilizar o governo socialista.

"Não divulgamos o caso, mas temos conhecimento destas reuniões" de generais, disse Carvajal, que qualificou os encontros de "inadequados".

Após ser reeleito, Correa tomou posse no dia 10 de agosto passado, para um segundo mandato, de quatro anos, no qual promete aprofundar sua revolução socialista.

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