Quinacrina não prolonga vida de pacientes com Creutzfeldt-Jakob

A administração da quinacrina não prolonga a vida de pacientes com o Mal de Creutzfeldt-Jakob, revela um estudo publicado nesta terça-feira na revista especializada Lancet Neurology.

AFP |

As doenças produzidas por príons, como o Mal de Creutzfeldt-Jakob (ECJ), podem ocorrer de forma espontânea, sem razão conhecida, ser hereditárias ou fruto de contágio, mas todas são enfermidades neurodegenerativas incuráveis e fatais.

A mais comum é o Mal de Creutzfeldt-Jakob, que afeta uma pessoa a cada um milhão.

A quinacrina (mepacrina) parecia retardar o processo de transformação das proteínas príons normais do sistema nervoso em príons anormais, mas um estudo com 107 pacientes realizado por uma equipe britânica liderada pelo professor John Collinge concluiu que isto não ocorre de fato.

No total, 73% dos pacientes morreram durante o estudo, ou seja, 78 indivíduos, incluindo 26 dos 38 que decidiram tomar imediatamente a quinacrina, e 51 dos 68 que não tomaram a droga. Um paciente, que também faleceu, optou por um tratamento diferente.

BC/LR

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