Quenianas encerram greve de sexo e ressaltam sucesso do protesto

NAIRÓBI - O grupo de mulheres que convocou greve de sexo por uma semana, no Quênia, devido às tensões políticas no país, deu por finalizado o protesto, nesta quarta-feira, e assegurou que foi um sucesso.

EFE |

Sete mulheres, representantes de várias organizações, disseram nesta quarta, em coletiva de imprensa, em Nairóbi que a greve foi uma medida para conscientizar a sociedade sobre os problemas criados pelo governo.

"A medida que utilizamos para saber se a iniciativa triunfou é o debate criado nas ruas. O sexo foi só uma maneira de chamar a atenção dos cidadãos e de fazer com que vissem os problemas criados pelo governo", disse Mary Njeri Gichuru, uma das porta-vozes do G10, como o grupo é conhecido.

O G10 ressaltou "a necessidade" de que o governo de coalizão renegocie os termos do acordo para sua formação e evite qualquer possibilidade de realizar novas eleições.

As mulheres do G10 se opõem à pretensão de Raila Odinga, primeiro-ministro queniano, de voltar a realizar eleições gerais para recuperar os poderes que, segundo ele, lhe foram tomados. A esposa do premiê, Ida Odinga, foi uma das mulheres que se uniu à greve.

Kibaki e Odinga assinaram seu "casamento de conveniência", como chama o G10, em 28 de fevereiro de 2008, por meio de um acordo que pôs fim a episódios de violência pós-eleitoral, que deixaram mais de 1.500 mortos e 400 mil deslocados.

Os enfrentamentos surgiram pela denúncia de fraude eleitoral por parte da oposição, liderada por Raila Odinga, que não deu credibilidade a alguns resultados eleitorais que davam vitória pela segunda vez consecutiva a seu rival, Mwai Kibaki.

Após um ano de desencontros, a falta de entendimento se aguçou na semana passada, quando Odinga defendeu a realização de novas eleições caso não fossem concedidos dois cargos no Parlamento.

Odinga e Kibaki não se pronunciaram sobre a "greve de sexo", mas isso não preocupa o G10, que ressaltou que o objetivo era abrir a polêmica.

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