Quênia reforça fronteira com Somália por temer ação de milícias

Nairóbi, 18 de nov (EFE).- O Governo do Quênia enviou hoje tropas à fronteira com a Somália por temer que as milícias islâmicas somalis do grupo Al-Shabaab entrem em seu território, segundo informou a imprensa local.

EFE |

A operação de segurança começa uma semana depois de duas freiras italianas serem seqüestradas em Elwak, localidade queniana situada a dois quilômetros da fronteira com a Somália.

A tensão na zona de fronteira entre os dois países aumentou depois que este fim de semana o presidente do Governo Federal de Transição (GFT) da Somália, Abdullahi Yousuf, admitisse em Nairóbi, que seu país "está praticamente nas mãos dos islamitas do Al-Shabaab" e reconhecesse que seu mandato "fracassou".

A chegada de soldados do Exército queniano às cidades limítrofes no distrito de Mandera, no nordeste do Quênia, não foi, no entanto, muito bem recebida por seus residentes.

Eles acusam as tropas de "torturar" as povoações em ocasiões anteriores, como diz o jornal local "Daily Nation".

"Há acampamentos para os deslocados nas localidades de Fincharo, Shimbir Fatuma, Takala, Kotulo e Wajir. A situação se vê agravada, além disso, pelas recentes inundações e os constantes enfrentamentos entre os clãs garre e murule", diz o documento da organização humanitária.

O Governo assegura que, embora os militares sempre tenham operado na zona, tiveram agora que se aproximar da fronteira pelo temor que uma nova incursão de milícias somalis atente contra a população, em referência ao seqüestro das freiras.

O Al-Shabaab, braço militar da antiga União das Cortes Islâmicas (UCI), que governou Somália desde junho até dezembro de 2006, foi vinculada pelos Estados Unidos à organização terrorista Al Qaeda.

Washington acusa o Al-Shabaab de ter organizado os atentados com carros-bomba contra as embaixadas americanas em Tanzânia e Quênia em agosto de 1998, que custaram a vida de 229 pessoas e feriram mais de quatro mil. EFE pa/rr

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