Quênia defende uso da força contra piratas na Somália

Nairóbi, 13 abr (EFE).- O Quênia apoia o uso da força contra os piratas para eliminar os grupos somalis que atuam no Golfo de Áden e na costa leste africana, mas considera que só vale como solução a curto prazo, pois não combate a raiz do problema.

EFE |

O ministro das Relações Exteriores queniano, Moses Wetangula, disse hoje aos jornalistas em Nairóbi que "não há a opção de negociar com piratas. Devemos lutar contra essa gente. A pirataria deve terminar. Devemos unir forças com outros países para acabar, de uma vez por todas, com o problema".

No entanto, ele admitiu que a pirataria é "a face atual de um problema muito mais grave e mais amplo: A falta de um Governo estável na Somália desde 1991", quando foi deposto o ditador Siad Barre, o que deu abriu caminho a que "senhores da guerra" e milícias fundamentalistas islâmicas repartissem o território do país.

"Enquanto lutamos contra a pirataria, deveríamos explorar novos caminhos sobre como acabar com a instabilidade na Somália", disse o responsável da diplomacia queniana, para quem "a existência de senhores da guerra comprometeu a segurança em terra e mar".

Atualmente, os piratas somalis mantêm em seu poder 17 navios de diversas nacionalidades com cerca de 300 tripulantes sequestrados.

EFE pa/db

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