Quem permite presença militar estrangeira é traidor, diz Morales

Villa Tunari (Bolívia), 22 ago (EFE).- O chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país que qualquer Governo ou líder que permite a presença de militares estrangeiros na América Latina são traidores da libertação dos povos da região.

EFE |

"Quero dizer de maneira sincera: o presidente ou o Governo que permite a vinda de militares uniformizados e armados para seu país, na América do Sul ou América Latina, acho que são traidores da libertação de povos da América Latina", disse Morales.

O governante boliviano fez estas afirmações na presença de Lula, que visitou hoje a região de Chapare, na Bolívia, para assinar acordos de cooperação com este país.

Em um discurso anterior ao de Morales, Lula falou sobre a cúpula que os países da União Sul-Americana de Nações (Unasul) devem realizar no próximo dia 28 em Bariloche (Argentina) para analisar os convênios militares negociados por Estados Unidos e Colômbia.

"É uma grande oportunidade que temos para demonstrar que a América do Sul está construindo sua democracia, sua prosperidade e estamos trabalhando para que a paz reine na América do Sul", disse Lula, sem mencionar de forma explícita o acordo militar pelo qual os EUA devem utilizar até sete bases colombianas.

No entanto, Morales foi mais direto ao insistir em sua rejeição à presença de tropas americanas na região e lembrou a repressão que ele mesmo sofreu como sindicalista cocaleiro por parte de militares dos EUA quando atuavam na região de Chapare.

"Nós fomos vítimas da presença dos EUA nesta região", lembrou o presidente boliviano, ao acrescentar que esta rejeição "não é por questões de pensamento, mas de sofrimento".

Neste sentido, pediu aos Governos latino-americanos para que defendam a soberania da região. EFE sam-ja/bba

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