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Queda do preço do petróleo deixa Chávez vulnerável, diz FT

A contínua queda do preço do petróleo pode trazer problemas para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cujo sucesso político deve muito a um salto na renda proveniente da exportação do petróleo nos últimos anos, diz artigo na edição desta quarta-feira do jornal britânico Financial Times. E a questão que se coloca para observadores da política venezuelana é a que nível o preço do produto tem que cair para colocar em perigo o modelo econômico cada vez mais estatizante de Chávez, diz o artigo.

BBC Brasil |

"Além de responder por quase 95% da renda com as exportações, o petróleo financia cerca de metade dos gastos do Estado. O governo prometeu implementar medidas de austeridade acabando com o desperdício", diz o jornal, ressaltando contudo que "o apoio a Chávez vem sendo marcado por crescentes gastos do governo, não apenas para sustentar generosos programas sociais mas também para compensar por uma substancial queda nos investimentos privados."
Popularidade
A popularidade do presidente venezuelano está muito ligada a estes programas. "Depois de uma queda significativa no ano passado, o índice de aprovação de Chávez voltou para 75% depois que os gastos aumentaram no mês passado, de acordo com o instituto de pesquisa Ivad, sediado em Caracas", diz o FT.

O artigo, assinado por Benedict Mander, de Caracas, afirma que uma fonte em alta posição na hierarquia do governo disse que, o que quer que aconteça, o governo não vai reduzir suas despesas nas necessidades sociais básicas como alimentos, saúde e educação. Se for necessário, essa redução de gastos viria "do investimento em projetos no médio e longo prazo menos sensíveis politicamente".

"Mas a estratégia primária será usar as próximas reuniões da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para fazer lobby por 'reduções conjuntas' da produção, contendo assim a queda dos preços do petróleo" e seu reflexo no poder econômico do governo venezuelano, diz o FT.

Segundo o Financial Times, os analistas dizem que a Venezuela está entre as nações da Opep que necessitam de um preço mínimo mais elevado para escapar de um déficit na sua conta corrente, diz o artigo, citando a previsão de Ben Ramsey, um economista do banco JPMorgan.

Ramsey "espera que o déficit venha no ano que vem, se o preço do barril continuar inferior a US$ 90".

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