Queda de morteiro em mesquita mata 15 na Somália

Mogadíscio, 10 mai (EFE).- Quinze pessoas morreram hoje após a queda de um morteiro sobre uma mesquita que estava cheia de fiéis em Mogadíscio, capital da Somália.

EFE |

Uma testemunha no local disse à Agência Efe que "as pessoas que morreram na mesquita foram as que estavam rezando na primeira fila".

Um dos mortos era o imame do centro.

Calcula-se que cerca de 70 pessoas morreram ao longo de três dias de combates entre as milícias islâmicas fiéis ao Governo de Sharif Sheikh Ahmed e outras aliadas do grupo radical Al-Shabaab.

"Até agora, recebemos 210 pessoas no hospital, mas provavelmente há muito mais pessoas que não conseguiram chegar ao hospital ou que permanecem em casa por medo de sair à rua", disse à Efe o doutor Mohammed Yousef, diretor do hospital de Madina.

Mohammed Ibrahim Bilal, um dos líderes dos grupos rebeldes que se opõem ao mandato de Sheikh Ahmed, afirmou que "o resultado dos enfrentamentos com os soldados do Governo foi bom" e que "os corpos dos militares estavam por todas as partes".

Bilal também disse que capturaram alguns dos soldados e que Mogadíscio está sob seu controle.

"Dominamos todo o norte de Mogadíscio e estamos estendendo nosso poder pelo sul", disse.

O Governo negou as declarações de Bilal e as qualificou de "exageros que pretendem confundir a população".

O ministro de Segurança somali, coronel Omar Hashi Adan, disse, em entrevista coletiva, que "elementos da Al Qaeda" começaram a enfrentar o Governo.

"Há bastantes combatentes estrangeiros na primeira linha de frente e têm objetivos que querem conseguir, mas não permitiremos que consigam", afirmou Hashi Adan. EFE ia/an

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