Quatro novas testemunhas depõem em julgamento sobre livro do caso Madeleine

Lisboa, 13 jan (EFE).- O julgamento que enfrenta os pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em Portugal em 2007, e o ex-inspetor português Gonçalo Amaral, que os associa com a possível morte da filha, contará hoje com quatro novas testemunhas na segunda sessão do processo.

EFE |

Gerry e Kate McCann abriram um processo judicial contra Amaral para retirar definitivamente do mercado seu livro "Maddie: a verdade da mentira" (2008), no qual o ex-policial mantém a hipótese de que os pais de Madeleine esconderam o corpo da menina após sua suposta morte acidental.

Na audiência que acontecerá hoje comparecerão, chamados pela defesa, o ex-inspetor da Polícia Judiciária Moita Flores, o advogado José Manuel Anes, o jornalista Eduardo Dâmaso, assim como o responsável da editora Guerra e Paz, Tania Zorro, que publicou a obra de Amaral.

Esses testemunhos somam-se aos outros quatros ouvidos ontem, na primeira sessão do julgamento, que a defesa de Gonçalo Amaral apresentou em oposição à argumentação dos McCann.

O casal britânico chegou na segunda-feira passada a Portugal para assistir às sessões do julgamento.

Gerry McCann viajará esta noite outra vez a seu país, enquanto sua mulher, Kate, permanecerá em Lisboa para comparecer amanhã ao tribunal.

O casal McCann alega que o livro "Maddie: a verdade da mentira" e o vídeo com o mesmo título baseado em um documentário transmitido pelo canal português de televisão "TVI", divulgam a tese do ex-inspetor Amaral sobre o suposto envolvimento dos pais de Madeleine em seu desaparecimento.

Os pais de Madeleine McCann querem a retirada definitiva do mercado desse livro depois que, em 9 de setembro passado, o Tribunal Civil de Lisboa proibiu cautelarmente a venda.

"Maddie: a verdade da mentira" foi publicado em 2008 e lançava a suspeita de que o casal de médicos britânicos teria escondido o corpo da menina.

Madeleine McCann ia completar quatro anos quando desapareceu de um apartamento da praia no Algarve (sul de Portugal) em maio de 2007. EFE prl/sa

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