Quatro mortos e 45 feridos em atentado com máquina escavadeira em Jerusalém

Um palestino que operava uma máquina escavadeira matou nesta quarta-feira três israelenses e feriu cerca de 50 no centro de Jerusalém antes de ser morto.

AFP |

O condutor da máquina avançou com ela por uma centena de metros na rua Jaffa, principal área comercial da cidade, atingindo um ônibus, veículos e pedestres antes de ser morto por um policial de uma unidade de elite.

"Contamos quatro mortos, dentre eles o condutor da escavadeira, e 45 feridos, sendo que três em estado grave", declarou Yeroham Mendola, porta-voz do Magen David Adom, o serviço de socorro israelense.

Um bebê se encontra entre os feridos que estavam no ônibus, que foi virado, segundo a mesma fonte.

A Polícia afirmou que se tratou de um ataque terrorista praticado por um palestino morador de Jerusalém-leste ocupada.

Segundo ela, o agressor era um homem de 30 anos, morador da cidade de Sur Baher, casado e pai de dois filhos, e que tinha fixa criminal.

Um grupo palestino pouco conhecido, "As Brigadas dos Homens Livres da Galiléia" reivindicou a autoria do ataque, o que não pôde ser confirmado.

Um interlocutor, falando em nome do grupo, afirmou que o condutor se chamava Hussam Taysir Dwayat, originário de Sur Baher.

O presidente norte-americano, George W. Bush, manifestou suas condolências ao primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

"O presidente Bush conversou com o primeiro-ministro Olmert há pouco para expressar suas condolências ao povo israelense após o ataque mortífero de Jerusalém", declarou à AFP o porta-voz de Olmert, Mark Regev.

A Grã-Bretanha também condenou um "ato horrível", e desejou que esse ataque não prejudique o processo de paz entre israelenses e palestinos.

O presidente George W. Bush também expressou suas condolências a Olmer.

Jerusalém é considerada por Israel sua "capital indivisível" desde a conquista de sua parte oriental em 1967.

"Mesmo que um terço dos moradores de Jerusalém sejam cidadãos árabes, toda a cidade está sob soberania israelense. Quem quer que pense que os cidadãos árabes chegarão a dividir a cidade e tirá-la do controle israelense se engana", afirmou o ministro israelense de Segurança Interior, Avi Dichter.

O atentado foi registrado ao meio-dia em ponto (06H00 de Brasília), próximo ao canteiro de obras para uma via de bondes atualmente em construção, provocando pânico generalizado.

"Vi o trator virando os carros na rua Jaffa. As pessoas começaram a gritar. Saí do banco e atirei para cima", contou à AFP Shmuel Abukiya, vigia de um banco localizado nas proximidades do local do ataque.

Um jornalista da AFP viu policiais saltando sobre a escavadeira, disparando cinco ou seis tiros em direção ao condutor.

Dezenas de pedestres em estado de choque receberam os primeiros socorros dos serviços de socorro, que chegaram rapidamente ao local, enquanto a Polícia e os bombeiros retiravam as vítimas das ferragens dos veículos atingidos.

O setor em seguida foi fechado pela Polícia.

Foi o primeiro atentado em Jerusalém desde 6 de março. Oito estudantes israelenses de um instituto de estudos talmúdicos de Jerusalém-oeste foram mortos a tiros por um palestino que foi morto pouco depois.

O ataque desta quarta-feira ocorre no momento em que o movimento islâmico Hamas e Israel mantêm desde 19 de junho uma trégua nos ataques na Faixa de Gaza.

O movimento islâmico classificou esse ataque de "resposta natural às agressões israelenses", mas indicou que não tem informações sobre os autores.

bur-sy/dm

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