Quatro acusados admitem plano para atacar Bolsa de Londres

Detidos em 2010, homens planejavam implantar bombas caseiras nos banheiros do edifício em ataque inspirado na Al-Qaeda

iG São Paulo |

Quatro britânicos radicais islâmicos admitiram nesta quarta-feira ter envolvimento em um plano inspirado na Al-Qaeda para atacar a Bolsa de Valores de Londres.

Eles, que prestaram depoimentos em audiência em um tribunal na capital britânica, faziam parte de um grupo de nove homens de várias partes do país acusados em 2010 de planejar atentados a bomba contra vários alvos, incluindo a sede do London Stock Exchange.

Sem o conhecimento do grupo, a polícia de Londres soube do plano e começou a vigiá-los. Eles foram presos em dezembro de 2010 e, no começo, negaram todas as acusações contra eles.

Mas nesta quarta-feira, quando o julgamento estava para começar, quatro dos réus admitiram a culpa pelo plano contra a Bolsa de Londres, e os outros cinco pelas acusações mais leves.

Mohammed Chowdhury, de 21 anos, Shah Rahman, de 28, e os irmãos Gurukanth Desai, de 30, e Abdul Miah, de 25, se declararam culpados de planejar a implantação de um artefato explosivo caseiro nos banheiros do edifício.

O promotor Andrew Edis aceitou que os homen não planejavam matar ninguém. "Sua intenção era causar terror e prejudicar a economina", disse. "Mas eles escolheram métodos que colocam as pessoas em risco e poderiam deixar alguém ferido ou morto."

Os outros cinco, também de nacionalidade britânica, admitiram acusações como participar de reuniões ou posse de objetos com fins terroristas. Promotores afirmaram que eles não chegaram a fabricar nenhuma bomba ou estabelecer datas para os ataques.

A conspiração foi abortada antes que fossem fixadas as datas dos supostos atentados.

O grupo não era membro da Al-Qaeda, mas foi inspirado na rede terrorista e, em particular, no ex-líder de seu braço iemenita, o clérigo nascido nos Estados Unidos Anwar al-Awlaki , morto no ano passado em um ataque americano , explicou o promotor, Andrew Edis.

Segundo a acusação, pretendiam enviar pacotes-bomba a vários alvos antes das festas de Natal de 2010 e discutiram também a possibilidade de um atentado ao "estilo Mumbai", onde, em 2008, um comando de dez homens armados deixou 166 mortos em ações coordenadas em vários pontos da cidade.

A polícia encontrou na casa de um dos detidos uma lista de possíveis alvos, na qual figuravam o prefeito Boris Johnson, dois rabinos, a embaixada dos Estados Unidos e a Bolsa.

OS nove réus foram acusados de combinar alvos, discutir sobre materiais e métodos e guardar documentos que continham "instruções práticas para um ataque terrorista".

Os nove homens devem receber sua sentença a partir de segunda-feira, mas o juíz já afirmou que Chowdhury vai ser condenado a 18 anos e meio de prisão, enquanto Rahman, 17 anos.

Com AFP e AP

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