Quatorze guardas de segurança morrem em atentado no Paquistão

(Atualiza com as reivindicações de dois grupos islâmicos) Islamabad, 12 ago (EFE).- Pelo menos quatorze guardas de segurança morreram hoje e doze ficaram feridos devido à explosão de uma bomba junto a um veículo das forças da ordem no noroeste do Paquistão, segundo fontes hospitalares.

EFE |

O atentado ocorreu quando o veículo, um ônibus das Forças Aéreas do Paquistão, circulava pelas cercanias da cidade de Peshawar, capital da conflituosa Província de Fronteira Noroeste, segundo a rede de televisão "Dawn".

A explosão deixou um buraco de três metros de largura na estrada da localidade de Kohat, de onde tinha saído o ônibus, que continua em chamas, enquanto os serviços de resgate tentam conter o incêndio.

Os feridos já foram levados a um hospital de Peshawar, segundo o canal de televisão "Geo TV".

O porta-voz do movimento fundamentalista Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), o clérigo Omar, reivindicou a autoria do ataque, em declarações recolhidas pela "Dawn".

Omar anunciou também que o TTP, que reúne os grupos talibãs paquistaneses, continuará cometendo atentados enquanto continuar a operação das forças de segurança no distrito tribal de Bajaur, na fronteira com o Afeganistão.

No entanto, segundo a rede árabe "Al Jazira", o grupo islâmico Jaish al-Islam (Exército do Islã) reivindicou também o atentado, através de um telefonema de seu suposto líder, Wali al-Rahman.

"Hoje, foi comunicada a ordem a nossos combatentes de lançar operações contra as tropas, centros e instalações militares para vingar as repetidas agressões cometidas pelo Exército contra nossos 'mujahedins", disse Rahman em sua chamada, segundo o canal de notícias.

O Governo do Paquistão iniciou logo após chegar ao poder uma política de negociação com os fundamentalistas que manifestaram sua intenção de depor as armas, entre eles o TTP.

No entanto, a violência não só não parou, mas, nas últimas semanas, se intensificou, o que levou o Executivo a suspender as conversas de paz pelo menos até que seja resolvida a crise política aberta em torno da possível destituição do presidente paquistanês, Pervez Musharraf. EFE igb/an

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