Quase todos os refugiados no Usbequistão voltaram para casa

Segundo autoridades do Quirguistão, cerca de 70 mil refugiados já retornaram após conflitos étnicos

EFE |

Quase todos os cerca de 75.000 quirguizes refugiados no Usbequistão depois dos confrontos étnicos das últimas semanas voltaram para o Quirguistão nos últimos dias, indicaram nesta quinta-feira as autoridades quirguizes.

Reuters
Refugiados do Quirguistão ficam em acampamento de refugiados montado na fronteira com o Usbequistão

"Setenta mil refugiados já voltaram ao Quirguistão. Apenas na quarta-feira, 26 mil refugiados voltaram", declarou o diretor adjunto do serviço de vigilância das fronteiras do Quirguistão, Cholponbek Turusbekov.

No total, 400 mil pessoas fugiram do sul do Quirguistão em consequência dos sangrentos confrontos étnicos de meados de junho. Parte deles se refugiram no vizinho Usbequistão, e o resto se dispersou no interior do país.

O último balanço oficial publicado nesta quinta pelo governo interino é de 258 mortos nos confrontos. Mas a presidente interina, Rosa Orunbayeva, reconheceu há alguns dias que o balanço real pode ser dez vezes mais elevado e chegar a dois mil .

Conflito étnico

O Quirguistão, uma ex-república soviética de maioria muçulmana que abriga bases militares dos Estados Unidos e Rússia, está envolvido no caos desde que um confronto em abril depôs o presidente deste país da Ásia Central dividido etnicamente, levando ao poder um governo interino.

Com uma superfície de quase 200 mil quilômetros quadrados, o país tem uma população de 5,3 milhões de habitantes, dos quais cerca de 14% são usbeques, que residem principalmente no sudoeste do país, região atingida pela onda de violência.

Os enfrentamentos de origem étnica entre usbeques e quirguizes se intensificaram em 10 de junho, na maior onda de violência vivida no país em 20 anos. A violência diminuiu nos últimos dias, mas se espera que um referendo constitucional programado para a próxima semana reacenda as tensões.

A Rússia e o Ocidente temem que a violência acabe provocando um vazio de poder, que milícias islâmicas e grupos de crime organizado poderiam aproveitar para atuar.

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