Uma pesquisa realizada pela BBC revelou que 73% dos britânicos apoia o suicídio assistido de pacientes em estado terminal. Já para os casos de pessoas que sofrem de doenças dolorosas e incuráveis, mas não fatais, o nível de apoio cai para 48%.

A sondagem entrevistou mais de mil pessoas há um mês, especialmente para uma edição do programa semanal Panorama, que será exibido nesta segunda-feira.

O programa vai se concentrar no caso da britânica Bridget Gilderdale, que na semana passada foi inocentada da acusação de tentativa de homicídio de sua filha, Lynn, que sofria de encefalomielite miálgica, uma doença crônica.

Mais clareza
Gilderdale admitiu ter ajudado a filha de 31 anos a se suicidar ministrando doses de morfina e comprimidos antidepressivos e soníferos esmagados.

A doença de Lynn não era fatal, mas a deixou presa a uma cama desde os 15 anos de idade, quando perdeu os movimentos da cintura para baixo e a capacidade de engolir alimentos.

Durante 16 anos, ela foi internada mais de 50 vezes por causa de várias outras doenças graves, e já tinha tentado cometer suicídio.

"Sei que fiz a coisa certa pela minha filha. Ela está livre e em paz, onde ela precisava estar. Não importam as consequências. Eu faria tudo outra vez", afirmou Gilderdale em entrevista ao Panorama.

No ano passado, a Diretoria de Processos Públicos publicou instruções sobre que tipo de casos de suicídio assistido deveriam ser levados à corte.

Mas ativistas dizem que a lei ainda precisa de mais clareza.

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