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Quase 500 mil pessoas vivem no bairro do lixo no Cairo

Francesca Cicardi Cairo, 9 mai (EFE) - Quase 500 mil pessoas vivem no bairro do lixo no Cairo em condições subumanas, em meio às toneladas de resíduos produzidos diariamente pelos demais cidadãos egípcios. Chamam-se zebaleen (lixeiros) os habitantes das beiras da montanha do Muqattam, no sudeste do Cairo, onde o penetrante cheiro de podridão não dá trégua, piorando nos meses mais quentes, quando o lixo apodrece sob o sol. Longe do centro da cidade e dos narizes dos cidadãos do Cairo, os zebaleen vivem marginalizados em um gueto - onde são acumulados os dejetos - no qual convivem os próprios lixeiros, seus filhos e suas mulheres. Todos eles vivem com e dos resíduos alheios: os homens recolhem o lixo nas ruas e nos lares do Cairo com a ajuda dos filhos, enquanto suas esposas se encarregam de sua seleção ajudadas pelas meninas. Nas garagens e nos pátios dos edifícios de casas populares, as famílias separam os resíduos entre milhões de moscas e montanhas de lixo, reutilizam aquilo que ainda tem vida útil e recuperam os materiais que podem ser reciclados. Cerca de 85% dos resíduos inorgânicos são reciclados de forma caseira pelos zebaleen ou por empresas especializadas que compram deles por poucos centavos o quilo. Os resíduos orgânicos servem para alimentar os porcos, que, por sua vez, servirão para alimentar as pessoas, e que são criados somente neste bairro de maioria cristã. Os zebaleen vivem marginalizados pelo trabalho sujo que fazem, ...

EFE |

Mas o certo é que a grande maioria dos zebaleen sobrevive há décadas na pobreza e na sujeira em um bairro que ninguém quer ver, muito menos cheirar. EFE fc/bm/db

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