Quase 50 mil americanos morrem ao ano por não ter seguro médico

Washington, 17 set (EFE).- Uma média de 44.

EFE |

789 trabalhadores americanos morrem a cada ano por não ter seguro médico, revelou um estudo divulgado hoje pela revista American Journal Public Health em sua edição eletrônica.

Esse número é superior ao número de americanos que falecem como resultado de doenças hepáticas, segundo a pesquisa que acrescenta que os que carecem de seguro médico têm 40% mais possibilidade de morrer do que os que contam com seguro.

Os resultados do estudo foram divulgados em momentos em que o presidente Barack Obama intensificou uma campanha para reformar o sistema de saúde dos Estados Unidos.

"O não ter seguro está vinculado ao risco de morte e este é um risco elevado", assinalou Andrew Wilper, autor do estudo e professor da Escola de Medicina da Universidade de Seattle.

A pesquisa utilizou dados relativos a pessoas entre 17 e 64 anos extraídos do Terceiro Relatório Nacional de Saúde e Nutrição preparado entre 1988 e 1994.

Segundo fontes médicas, os resultados da pesquisa são similares a um estudo realizado em 1993 pelo Instituto de Medicina que assinalou que o risco de morte é superior em 25% para que não têm seguro.

No entanto, segundo o site HealthDay News, nem todos estão de acordo com os resultados da pesquisa liderada por Wilper.

O Centro Nacional para Análise de Política, que se opõe à reforma do sistema de saúde, manifestou que o estudo tem muitos erros.

"As conclusões desta pesquisa se baseiam em uma metodologia errada e o risco de morte se exagera de maneira considerável", disse seu presidente John Goodman.

"As pessoas foram entrevistadas uma só vez e o estudo trata de vincular sua situação em respeito ao seguro em aquele momento a sua mortalidade uma década depois", manifestou.

Acrescentou que durante o período posterior a essas entrevistas os autores do estudo não souberam se os consultados tinham seguro ou não, que tipo de atendimento médico receberam e qual foi a causa de sua morte.

Mas, por outra parte, Lucien Wulsin, diretor do Projeto Assegurar aos não Assegurados, assinalou que embora o estudo não examine a causa de morte parece corroborar algo que se sabia sobre a falta de acesso aos serviços médicos.

Acrescentou que também parece validar o estudo do Instituto de Medicina que afirmou que "não ter seguro médico supõe uma maior probabilidade de morte, porque um não recebe atendimento quando não tem seguro (...) até que seja demais tarde". EFE ojl/fk

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