Quase 4.000 civis morreram no Afeganistão em 2008 (ONG)

Quase 4.000 civis morreram no Afeganistão em 2008, dois terços deles nas mãos de talibãs e mil pelas forças internacionais que combatem a insurreição, afirmou nesta quarta-feira uma ONG afegã.

AFP |

Este dado é quase o dobro do divulgado pela ONU, que contabiliza 2.000 civis mortos, mais da metade vítimas da rebelião islamita.

No total, 3.917 civis morreram de forma violenta ano passado e mais de 6.800 resultaram feridas, indicou em seu relatório a Afghanistan Right Monitor (ARM), uma ONG afegã independente com sede em Cabul.

Estes dados se baseiam em informações comunicadas por cada província e distrito, mas também pelos chefes tribais, indicou à AFP Ajmal Samadi, um dos dirigentes da ARM.

Segundo ele, os dados da ONU não podem ser exatos porque por motivos de segurança os estrangeiros não têm acesso a grande parte do território.

Neste documento chamado "A situação dos civis afegãos", a AMR disse que mais de 2.300 civis morreram em ataques dos insurgentes islamitas, inclusive 930 em atentados suicidas.

A ONG mencionou também inúmeras execuções públicas como decapitações.

As operações militares das duas forças multinacionais "causaram a morte de pelo menos 1.100 civis e deixaram mais de 2.800 feridos", destacou o relatório.

Das forças multinacionais, uma é liderada pelos EUA e a outra pela Otan. As duas somam 70.000 soldados, mais da metade deles americanos.

Deste total, 680 morreram em bombardeiros das forças sob comando americano, acrescentou ARM.

O exército afegão é responsável da morte de cerca de 520 civis, também segundo o documento.

Durante o ano, também morreram 1.100 policiais e 530 soldados afegãos em combates ou em atentados, afirmou a ARM.

sak-br/lm/yw

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