Manila - Quase 2 bilhões de pessoas enfrentam o risco de sofrer de dengue na região da Ásia-Pacífico se os governos não se esforçam mais para combater a doença, advertiu hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um relatório divulgado pelo escritório regional da OMS em Manila pediu aos 37 países e territórios da região, que já sofreu uma pandemia de dengue entre 2001 e 2004, que apóiem sua estratégia comum para lutar contra o vírus.

A OMS explicou que os efeitos da mudança climática, das migrações, das mudanças demográficas e do crescimento das cidades causaram uma ampla expansão das regiões de águas paradas, onde vive o mosquito que transmite o dengue.

Segundo os analistas do organismo, só se presta atenção à doença "quando explode uma epidemia" e muitos países da Ásia-Pacífico carecem dos recursos suficientes para combater esta situação.

Em alguns casos, as medidas previstas se limitam a jogar inseticida sobre os pântanos.

Por isso, a OMS exige implantar novas medidas para prevenir, diagnosticar e tratar o vírus, cuja taxa de mortalidade pode se reduzir para menos de 1% se for detectado a tempo.

A dengue é uma doença viral cujos sintomas são febre, dor intensa nos músculos e articulações e inflamação dos gânglios linfáticos, e se transmite ao homem através dos mosquitos "Aedes aegypti" e "Aedes albopictus".

Sua variedade hemorrágica é endêmica no Sudeste Asiático e se encontra particularmente espalhada nas grandes cidades, onde as águas estagnadas em casas temporariamente vazias são o viveiro potencial para as epidemias.

Não existe cura e sua vacina não estará disponível até dentro de pelo menos 4 anos, segundo a OMS.

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