Quase 14 mil britânicos foram feridos por armas brancas no ano passado

Londres, 6 jul (EFE).- A violência com o uso de armas brancas no Reino Unido aumentou, já que quase 14 mil pessoas foram hospitalizadas no ano passado devido a ferimentos causados principalmente por navalhas, afirma hoje o jornal britânico The Independent on Sunday.

EFE |

Segundo a publicação, uma média de 38 vítimas de ataques com armas brancas dá entrada todos os dias nas emergências dos hospitais do Reino Unido.

Esses números foram divulgados por causa do aumento dos casos de mortes por agressões com navalhas e facas, entre os quais está o caso de dois estudantes franceses, brutalmente assassinados há uma semana em um apartamento no sul de Londres.

Uma análise dos números de entradas em hospitais na Inglaterra e no País de Gales indica que 12.340 pessoas foram internadas no último ano, sendo 446 menores de 14 anos, diz o "Independent on Sunday".

Este número representa aumento de 19% em comparação aos dados de cinco anos atrás.

Após incluir os números correspondentes à Escócia e à Irlanda do Norte, o total de vítimas com armas brancas em todo o Reino Unido ficou em 13.795 por ano, destaca o jornal britânico.

O médico Tunji Lasoye, do Hospital King's Cross, em Londres, disse que o número de vítimas subiu, já que costumava "ver casos isolados nos finais de semana, mas agora é todo dia. E a idade das vítimas está diminuindo".

Por outro lado, o temor de agressões com armas brancas obrigou as autoridades a fornecer coletes de proteção a funcionários que trabalham nas emergências dos hospitais, assim como professores e guardas de trânsito, segundo o jornal "The Observer".

O pior dos últimos casos ocorreu há uma semana em New Cross, no sul de Londres, onde os jovens Gabriel Ferez e Laurent Bonomo, ambos estudantes franceses de 23 anos, receberam 243 punhaladas, e depois os corpos foram queimados.

As forças de segurança prenderam ontem um homem de 21 anos suspeito do assassinato dos dois jovens franceses.

Ferez e Bonomo estavam em Londres para fazer um curso de três meses de duração no Imperial College.

Os dois chegaram à capital britânica no começo de maio e voltariam para a França no final deste mês. EFE vg/wr/an

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