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Quase 10.000 pessoas vão às ruas na Moldávia para denunciar ditadura comunista

Quase 10.000 simpatizantes da oposição moldávia protestaram neste domingo em Chisinau contra a ditadura dos comunistas, vencedores das legislativas de 5 de abril, enquanto as autoridades admitiam a morte de um jovem nos tumultos de terça-feira.

AFP |

"Abaixo os comunistas!", "Democracia para a Moldávia!", clamaram os manifestantes reunidos diante da sede do governo, sob os olhares de muitos policiais.

Os manifestantes também denunciaram a detenção e o espancamento de vários jovens durante os protestos de terça-feira, que culminaram com a destruição dos edifícios da presidência e do Parlamento.

"Centenas de jovens inocentes foram detidos e espancados pela polícia", declarou o líder do Partido Liberal Democrata, Vlad Filat.

Um jovem que participou das manifestações faleceu na madrugada de quarta-feira, anunciaram seus pais neste domingo. A informação foi confirmada pela polícia e pelo Ministério Público.

Os pais de Valeriu Boboc, 23 anos, disseram ter recuperado o corpo de seu filho cheio de marcas de espancamento no nercotério de Chisinau.

Alla Meleka, porta-voz da polícia moldávia, confirmou a morte do jovem, mas alegou que ele faleceu por causa do gás utilizado para dispersar os manifestantes.

O MP mencionou um "envenenamento por uma substância de origem desconhecida" e se disse disposto a ordenar uma perícia internacional.

A manifestação deste domingo transcorreu sem maiores problemas.

A pedido do presidente comunista da Moldávia, Vladimir Voronin, a Corte Constitucional ordenou neste domingo a recontagem dos votos das eleições legislativas de 5 de abril.

"A comissão eleitoral central tem nove dias para recontar os votos", declarou à imprensa o presidente da Corte, Dmitri Pulbere.

ag/yw

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