Quarteto de Madri reitera apoio a esforços de paz palestino-israelenses

Cairo, 9 nov (EFE).- O Quarteto de Madri para o Oriente Médio, formado por Rússia, Estados Unidos, ONU e União Européia (UE), reiterou hoje seu apoio aos esforços de palestinos e israelenses para conseguir a paz a partir dos acordos da conferência de Annapolis, de novembro de 2007.

EFE |

O grupo expressou esta postura durante uma entrevista coletiva concedida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, após uma reunião do Quarteto na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, com a participação do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e da ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni.

Segundo Ban Ki-moon, o Quarteto pediu que as partes envolvidas no conflito que cumpram seus compromissos em relação à paz, respeitem a trégua e parem a violência.

Além disso, o Quarteto de Madri pediu que Israel "congele suas atividades (de construção) de assentamentos" nos territórios palestinos e deu as boas-vindas ao recente posicionamento de tropas palestinas na cidade de Al-Khalil.

Sobre o diálogo entre as diversas facções palestinas, Ban disse que estas devem trabalhar juntas para superar as divisões, o que foi confirmado na entrevista coletiva pelo próprio Abbas.

"Estou disposto a participar em facilitar não só o processo político, mas também as operações de oferecer ajuda humanitária" aos palestinos na Faixa de Gaza, com cuja situação Ban disse estar muito preocupado.

O representante do Quarteto de Madri, Tony Blair, pediu à nova Administração americana que trate o assunto árabe-israelense a partir do primeiro dia em que começar a funcionar.

A nova Administração americana deve "continuar com a base que já temos para as negociações de paz" disse Blair, em referência dos resultados da conferência de Annapolis.

A conferência de Annapolis, realizada em 27 de novembro do ano passado, comprometeu Israel e a ANP a selar a paz até o final deste ano, em um pacto que implicaria na criação de um Estado palestino.

Na mesma entrevista coletiva, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, insistiu na estratégia da Casa Branca para colocar fim ao conflito árabe-israelense e construir dois Estados, um palestino e outro israelense.

"O processo de Annapolis - acrescentou - fixa um marco para colocar fim ao conflito entre palestinos e israelenses, e há um ambiente de confiança e uma estratégia verdadeira para a criação de dois Estados e para pôr fim ao conflito", disse.

Livni confirmou que o Governo de Israel está interessado em conseguir a paz com os vizinhos e na criação de um Estado palestino.

"Em Annapolis, nós concordamos em lançar negociações para chegar a um acordo", insistiu.

O pacto alcançado em Annapolis, que buscava "uma solução de dois Estados", foi o eixo central da insistência da diplomacia americana na região.

No entanto, aproxima-se o prazo dado para fechar o acordo antes do fim do mandato do presidente americano, George W. Bush, em 20 de janeiro próximo, sem que tenham sido alcançados os resultados aos quais israelenses e palestinos tinham se comprometido.

Isso teve a influência, por um lado, das dificuldades para formar um novo Governo israelense, desde o anúncio da renúncia do primeiro-ministro Ehud Olmert, e a proximidade das eleições legislativas de 10 de fevereiro.

Além disso, continuam as divergências entre os principais grupos palestinos. Uma reunião programada para essa semana, no Egito, para tratar as diferenças foi adiada, após o Hamas anunciar que não compareceria ao diálogo proposto. EFE hh/an

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