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Londres, 2 mai (EFE).- O Quarteto de Madri para o Oriente Médio pediu hoje em Londres a Israel para deter a construção de assentamentos da Cisjordânia e fez um apelo para que os países doadores, com especial atenção os árabes, cumpram seus compromissos de ajuda ao povo palestino.

Em comunicado conjunto ao término de uma reunião em Londres, o Quarteto de Madri, integrado por Nações Unidas, Estados Unidos, Rússia e União Européia (UE), pediu a Israel para "suspender todas as atividades relacionadas com os assentamentos".

Nesse pedido, divulgado em entrevista coletiva concedida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o Quarteto expressou "profunda preocupação" com a continuação da construção de assentamentos, inclusive no que se refere ao crescimento natural das colônias.

O grupo também solicitou a Israel para desmontar os postos fronteiriços construídos desde 2001 e à Autoridade Nacional Palestina (ANP) para cumprir seus compromissos de combater o terrorismo e acelerar a reconstrução de sua estrutura de segurança.

O Quarteto de Madri expressou sua "profunda preocupação" com a situação humanitária em Gaza e fez um apelo pela continuação da "ajuda de emergência e humanitária", assim como pelo fornecimento de serviços essenciais "sem obstrução" à Faixa, controlada pelo movimento islâmico fundamentalista Hamas.

Ban Ki-moon também solicitou aos países doadores, insistindo nas nações árabes, para cumprirem suas promessas aos palestinos feitas na Conferência de Paris, realizada em novembro.

Já a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, também presente na reunião, destacou a dificuldade de melhorar de forma geral a situação nos territórios palestinos e defendeu a resolução de "assuntos específicos".

Segundo Rice, trata-se de se ater a questões como controle das fronteiras e bloqueios de estradas, que impedem o desenvolvimento da atividade econômica em regiões concretas, acrescentou.

O enviado especial do Quarteto de Madri, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, pediu aos grupos radicais palestinos para porem fim "a seus ataques com mísseis e atentados terroristas" contra Israel.

Isso permitiria, de acordo com Blair, que Israel suspendesse progressivamente as restrições e abrisse a fronteira.

"Todo mundo sabe que a situação em Gaza é terrível", reconheceu o ex-premiê, que se mostrou otimista quanto à possibilidade de superar a atual questão.

Após a reunião do Quarteto, começou outra dos representantes dos principais doadores da ANP. EFE ep/wr/db

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