Quantidade de eleitores e novas tecnologias podem sobrecarregar sistema eleitoral americano

Com milhões de novos eleitores indo às urnas em novembro e muitos Estados adotando novas tecnologias na hora do voto, as autoridades eleitorais e órgãos independentes dizem temer que essa combinação resulte em filas infindáveis, mesários estressados e lenta contagem de votos no dia da eleição.

New York Times |

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  • Ao menos 11 Estados irão adotar novos equipamentos de votação que representarão mais de 55% dos eleitores, um claro sinal de que o país se afasta das ultrapassadas máquinas de toque e das cédulas de papel. Segundo os especialistas, cerca da metade de todos os eleitores irá usar máquinas diferentes das que usou nas últimas eleições presidenciais e mais da metade dos Estados irá usar novos bancos de dados para verificar o registro desses eleitores.

    Com a candidatura do senador Barack Obama atraindo muitos novos eleitores que nunca viram uma urna eletrônica, os especialistas e autoridades eleitorais dizem temer que o sistema possa ruir sob tamanha pressão.

    "Eu me preocupo com os elos mais fracos", disse Rosemary E. Rodriguez, presidente do Comitê de Assistência Eleitoral dos EUA, que regulamenta as eleições. "Muito depende da quantidade suficiente de trabalhadores, se eles foram bem treinados e se os Estados e condados oferecem planos de contingência e recursos para lidar com o inesperado".

    Algumas áreas, como Baltimore, ficaram sem cédulas eleitorais em 2006 ou nas primárias desse ano e planejam pedir mais material no outono. Ohio planeja solicitar cédulas de papel para garantir os votos caso a urna eletrônica quebre, como aconteceu em 2004, gerando filas enormes. Nova Jersey, Nova York e Califórnia, entre outros Estados, enfrentam a falta de trabalhadores eleitorais, ou do dinheiro para pagar por eles.

    Enquanto as autoridades locais e estatais lutam para conseguir urnas, trabalhadores e equipamentos suficientes para lidar com o previsto comparecimento massivo, muitos tentam minimizar as dificuldades pedindo que os eleitores votem mais cedo.

    Mas os problemas podem ser maiores por causa das mudanças nas listas de eleitores. Recentes modificações nos registros de eleitores podem fazer com que nomes sejam erroneamente esquecidos e eleitores registrados cheguem às urnas para perceber que não têm direito ao voto.

    "Em eleições anteriores, a questão era 'O sistema vai funcionar para cada eleitor?'", disse Doug Chapin, diretor do projeto electionline.org, do Pew Center. "Mas esse ano a questão real é se o sistema pode lidar com todos esses eleitores".

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