Quadrilha seqüestra navio na Nigéria

Lagos, 17 nov (EFE).- Um grupo de homens armados capturou ontem um navio de carga que transportava materiais de Cingapura a Warri, na região petrolífera do sul da Nigéria, e mantêm seus dez tripulantes como reféns, confirmaram hoje fontes oficiais à imprensa local.

EFE |

Os criminosos abordaram durante a noite o "Thou Galaxy", que se dirigia à fábrica de gás liquefeito Escravos, às margens do rio do mesmo nome, segundo o porta-voz da Força Militar Conjunta de segurança na região do delta do Níger, tenente-coronel, Rabe Abubakar.

Ele assinalou que nenhum dos grupos guerrilheiros que operam na região assumiu a autoria do seqüestro, mas não descartou a possibilidade que eles respondam ao chefe rebelde conhecido como "Tom Pólo", cuja quadrilha se dedica a roubar combustíveis e a extorquir estaleiros de navios de carga.

Os dez tripulantes do "Thou Galaxy" podem ter sido seqüestrados para obrigar o Governo nigeriano a liberar uma embarcação tripulada por 22 filipinos que foram detidos no sábado pelas forças armadas por roubar 12 mil toneladas de petróleo, acrescentou a fonte.

Segundo o porta-voz militar, diversos grupos ameaçam com novos ataques, caso esta reivindicação não seja cumprida.

Abubakar confirmou ainda que, após as ameaças dos grupos rebeldes, várias instalações da americana Chevron e da anglo-holandesa Shell, assim como destacamentos militares, foram baleadas por desconhecidos.

"A Força Militar Conjunta não recuará diante de ameaças ou de tentativas de intimidação, pois está cumprindo seu dever de proteger vidas humanas e propriedades. A detenção (do sábado) é um exemplo de nossa disposição para combater roubo e venda ilegal de petróleo" na Nigéria, afirmou.

Seqüestros, ataques e sabotagens contra companhias petrolíferas são crimes praticados por numerosos grupos da região, sob a alegação de defender uma maior parte dos lucros da exploração do petróleo para a população local, que segue vivendo na pobreza.

Além dos grupos organizados, assaltantes comuns aproveitam o caos e se dedicam a roubar óleo cru em grande escala, até cerca de 100 mil barris por dia, que depois vendem nos mercados internacionais com a ajuda de intermediários que os assistem com transporte e contatos no exterior.

Os ataques praticados nos últimos meses reduziram em 14% a produção de petróleo da Nigéria, que era de 2,15 milhões de barris diários em 2007, fazendo este país cair para a segunda posição entre os produtores africanos de petróleo, atrás de Angola. EFE dá/jp

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