Quadrilha especializada rouba identidade do presidente do Fed

Washington, 27 ago (EFE).- O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, teve a identidade roubada em 2008 por um sofisticado grupo de criminosos que sacaram das contas bancárias de suas vítimas mais de US$ 2,1 milhões.

EFE |

No verão passado (hemisfério norte), quando Bernanke estava lidando com a crise financeira em Wall Street, soube que um ladrão tinha roubado a bolsa de sua mulher, Anna, em uma cafeteria próxima à sua casa em Capitol Hill, um bairro de Washington, informou hoje a revista "Newsweek" em sua edição digital.

O ladrão levou a carteira de motorista de Anna Bernanke, seu número de Seguridade Social, quatro cartões de crédito e um talão de cheques da conta que o casal tem no banco Wachovia.

Em cada cheque havia o número da conta bancária, o endereço dos Bernanke e o número de telefone deles.

A mulher do presidente do banco central americano denunciou imediatamente em uma delegacia da Polícia do Distrito de Columbia o furto, que ocorreu em 7 de agosto de 2008.

Dias depois, alguém começou a trocar cheques com o número da conta bancária de Bernanke, de acordo com documentos judiciais recolhidos pela "Newsweek".

O roubo do talão de Bernanke originou uma ampla investigação por parte do Serviço Secreto e do Serviço de Inspeção dos Correios.

O que ninguém podia imaginar era que o ladrão não era um criminoso comum, mas sim trabalhava para um sofisticado grupo de ladrões que operava em vários estados do país.

Segundo a revista, seis dias depois do roubo um suposto membro do grupo, George Lee Reid, entrou em uma filial do Bank of America no condado de Prince George, Maryland, e depositou na conta de uma vítima de roubo de identidade dois cheques fraudulentos de US$ 900, um deles emitido por Ben e Anna Bernanke.

Após ter "inflado" a conta bancária dessa vítima, Reid trocou outros dois cheques a partir desse depósito no valor de US$ 4.500 e saiu do banco com US$ 9 mil.

A revista explicou que Ben Bernanke informou ao Wachovia depois do roubo sofrido pela esposa e, por isso, não sofreu perdas com a fraude. EFE cae/db

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