Avião fez pouso de emergência em Cingapura na quinta-feira e levou companhia a suspender voos com seis Airbus A380

Uma peça defeituosa ou um "problema no projeto" podem ter causado a explosão em uma turbina de um Airbus A380 da Qantas Airways, que na quinta-feira provocou um pouso de emergência em Cingapura .

O incidente, que espalhou destroços sobre uma ilha indonésia, foi o mais grave até agora envolvendo o maior avião de passageiros do mundo, em operação desde 2007. O caso levou a Qantas a suspender os voos com seus seis A380s, e outras empresas a checarem suas frotas.

"Acreditamos que isso seja muito provavelmente uma falha material ou algum tipo de problema de projeto", disse o executivo-chefe da Qantas, Alan Joyce, a jornalistas em Sydney.

Ele acrescentou que os voos da Qantas com o A380 podem ser retomados em um ou dois dias, "se não encontrarmos descobertas adversas nas verificações". As autoridades australianas descartaram a hipótese de sabotagem.

O Airbus A380 da Qantas que fez o pouso de emergência levava 433 passageiros e 26 tripulantes a bordo. Ninguém ficou ferido. O avião teve problemas pouco depois de decolar de Cingapura com destino a Sydney, quando sobrevoava a ilha de Batam, na Indonésia.

Segundo um passageiro, a explosão aconteceu cerca de 15 minutos após a decolagem. Em seguida, o avião começou a tremer. "O piloto pediu permissão para retornar com prioridade a Cingapura", informou a Qantas.

A companhia australiana, que nunca registrou acidentes fatais em 90 anos de existência, é uma das principais clientes do A380, com seis aeronaves e 20 pedidos por novos aviões. A empresa anunciou que vai interromper os voos de todos os A380 até ter informações suficientes sobre o que aconteceu durante o voo QF32.

A Qantas integra, com Air France, Emirates, Lufthansa e Singapore Airlines, o grupo das cinco companhias aéreas que possuem um total de 37 aviões modelo A380 atualmente em circulação, de acordo com a Airbus.

Com Reuters, BBC e AFP

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.