Pyongyang volta a falar em compromisso nuclear

Kim Jong-il, durante visita à China, teria dito que trabalhará para retomada de diálogo entre Coreia do Norte e potências

Reuters |

O líder norte-coreano, Kim Jong-il, disse que permanece comprometido com a "desnuclearização" da península coreana durante uma visita entre 3 e 7 de maio à China, informou a agência oficial de notícias Xinhua nesta sexta-feira.

AFP
Kim Jong-il se encontra com o presidente da China, Hu Jintao, em Pequim, na última quarta-feira
Kim, que se reuniu com o presidente chinês, Hu Jintao, enquanto estava em Pequim, também disse que "a República Democrática Popular da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte) trabalhará junto com a China para criar condições favoráveis para recomeçar os diálogos entre os seis países", disse a Xinhua, referindo-se às negociações sobre a desnuclearização.

"A Coreia do Norte afirmou que sua posição a favor da desnuclearização da península coreana não mudou. A Coreia do Norte está disposta, junto com todos os países, a discutir a criação de condições favoráveis para retomar os diálogos entre as seis nações", disse a Xinhua sobre as conversas entre Hu e Kim.

A Xinhua não se referiu ao naufrágio de um navio da Marinha sul-coreana, Cheonan, em março. Uma investigação sul-coreana concluiu que um torpedo foi a causa da explosão que afundou o navio, apesar de o governo sul-coreano não ter responsabilizado oficialmente a Coreia do Norte.

Um vídeo que foi ao ar na televisão chinesa mostrou Kim em reunião com Hu e outros oficiais chineses. O líder norte-coreano falava animadamente e gesticulava com ambas as mãos. O inchaço que estava evidente em sua mão esquerda depois do aparente derrame que ele teria sofrido em 2008 não era mais visível. Kim usava óculos espessos, seu tradicional terno cinza-verde, e tinha cabelos finos.

Segundo a agência chinesa, Kim disse que estava de portas abertas para os investimentos chineses na Coreia do Norte.

Durante sua visita, ele passou pelas cidades portuárias ao norte da China, Dalian e Tianjin, ambas modelos da revitalização e políticas de investimento chineses. A China espera que a abertura da economia norte-coreana ajude a impulsionar a economia em sua região nordeste.

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