Pyongyang pede mudança de política a Seul para impulsionar Kaesong

Seul, 18 dez (EFE).- Um alto funcionário do Ministério da Defesa da Coréia do Norte disse hoje que as relações intercoreanas passam por um momento crucial, e pediu uma mudança na política da Coréia do Sul para impulsionar o complexo industrial fronteiriço de Kaesong, segundo informou a agência sul-coreana de notícias Yonhap.

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"A atual relação das duas Coréias está em um momento crucial", disse Kim Yong-chol, membro da Comissão Nacional de Defesa norte-coreana, ao concluir uma viagem de dois dias a este complexo, citado pelo porta-voz do Ministério de Unificação sul-coreano, Kim Ho-nyoun.

O militar norte-coreano pediu a Seul que respeite os acordos alcançados entre as duas Coréias nas duas cúpulas bilaterais realizadas durante os mandatos dos anteriores Governos sul-coreanos, que tinham uma tendência progressista.

Sobre isso, o norte-coreano falou da necessidade de que seja resolvido o "problema essencial" entre as duas Coréias, para desenvolver o complexo industrial fronteiriço.

Kim Yong-chol viajou a Kaesong com o objetivo de comprovar o funcionamento das medidas adotadas por Pyongyang a partir de 1º de dezembro.

Desde o início deste mês, a Coréia do Norte restringiu o acesso ao país comunista dos trabalhadores sul-coreanos que atuam no complexo industrial de Kaesong.

O regime comunista reduziu em mais de 75% o número de sul-coreanos que podem permanecer neste complexo industrial, em protesto contra a política do Governo conservador de Seul em relação à Coréia do Norte.

Além disso, a Coréia do Norte suspendeu a linha ferroviária intercoreana e o turismo à cidade norte-coreana de Kaesong.

Pyongyang fechou também o escritório da Cruz Vermelha entre os dois países e cortou as linhas telefônicas diretas.

O militar norte-coreano acrescentou que a Coréia do Norte não suprimirá estas restrições se Seul não mudar de atitude em relação a Pyongyang.

As relações das duas Coréias pioraram desde que o conservador Lee Myung-bak assumiu a Presidência sul-coreana em fevereiro, com o estabelecimento de uma política dura em relação ao desarmamento nuclear norte-coreano. EFE ce/an

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