Pyongyang pede à ONU nova investigação sobre naufrágio

Coreia do Norte nega ter afundado corveta militar sul-coreana "Cheonan", em março deste ano

EFE |

A Coreia do Norte reivindicou ao Conselho de Segurança da ONU uma nova investigação sobre o afundamento da corveta sul-coreana "Cheonan", ocorrido em março, e advertiu das "graves" consequências das sanções que estão sendo discutidas no órgão.

Segundo informou nesta quarta-feira a agência oficial norte-coreana "KCNA", citada pela sul-coreana "Yonhap", Pyongyang enviou uma carta ao Conselho de Segurança na qual exige novas investigações para esclarecer as causas do afundamento do "Cheonan". Seul culpa o regime comunista norte-coreano pelo naufrágio.

Uma investigação de analistas de cinco países indicou que a embarcação foi atingida por um torpedo lançado a partir de um submarino norte-coreano, o que Pyongyang nega.

Na última terça-feira, no entanto, especialistas russos que também investigam o afundamento do navio sul-coreano questionaram alguns argumentos da equipe internacional que responsabilizou a Coreia do Norte pelo fato.

"Após estudar os materiais apresentados (por Seul) e os danos sofridos pelo casco da embarcação, especialistas russos consideraram como de pouco peso uma série de argumentos da comissão internacional sobre o envolvimento da Coreia do Norte no afundamento da corveta", disse à agência "Interfax" um representante russo.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Nikolai Makarov, declarou que é prematuro tirar conclusões sobre as causas dessa tragédia, que ocorreu em 26 de março perto da fronteira entre as duas Coreias no Mar Amarelo e que custou a vida de 46 marinheiros sul-coreanos.

AFP
Destroços do navio Cheonan foram içados em abril para investigação sobre naufrágio

Caso vai parar na ONU

Na sexta-feira passada, Seul levou o caso ao Conselho de Segurança da ONU, pedindo uma internacional contra o regime norte-coreano.

Por sua vez, o Ministério de Exteriores sul-coreano informou nesta quarta-feira que a equipe internacional de analistas que apurou o afundamento deve explicar os detalhes sobre as investigações diante dos membros do Conselho de Segurança.

Neste organismo têm poder de veto Rússia e China, aliados da Coreia do Norte, por isso que sua postura será crucial para decidir eventuais sanções contra Pyongyang.

Nenhum destes dois países se posicionou até o momento, embora os dois tenham considerado prematuro concluir que o regime norte-coreano está por trás do fato.

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