Pyongyang não declarará inicialmente armas nucleares, diz negociador dos EUA

Pequim, 24 jun (EFE).- A declaração sobre programas nucleares que a Coréia do Norte planeja entregar em breve não conterá informação sobre armas nucleares, mas sobre materiais e instalações, disse hoje, em Pequim, o secretário de Estado adjunto americano, Christopher Hill.

EFE |

O chefe de negociação dos Estados Unidos para a desnuclearização da península coreana disse hoje à imprensa que a Coréia do Norte não deve mencionar as armas nesse primeiro documento.

"As armas ficarão para a fase seguinte (do diálogo) e os norte-coreanos reconheceram que terão que enfrentá-la, mas não agora", acrescentou.

Hill se reuniu em Pequim com Wu Dawei, o chefe de negociação chinês, com quem analisou os passos seguintes à eventual entrega por Pyongyang da lista de suas instalações nucleares, o que deveria ter feito no final de 2007, lembrou hoje o enviado dos EUA.

Um porta-voz oficial chinês não confirmou hoje se a entrega da lista norte-coreana será em 26 de junho, seis meses depois do previsto, e como afirmam algumas fontes.

Segundo Hill, o Governo dos EUA tenta conseguir que a Coréia do Norte entregue sua prometida declaração nuclear à China, principal aliado de Pyongyang, e que depois os seis países envolvidos no diálogo sobre o programa nuclear norte-coreano se reúnam para definir os próximos passos.

"As seis partes (as duas Coréias, EUA, Rússia, Japão e China) fazem grandes esforços para levar à prática as tarefas pendentes da segunda fase e acelerar suas consultas", disse hoje o porta-voz do Ministério de Exteriores chinês, Liu Jianchao.

Sobre a eventual entrega da lista norte-coreana, o porta-voz disse que todas as partes envolvidas no diálogo esperam que se complete o estipulado quando a Coréia do Norte aceitou, em 2007, revelar seus programas nucleares em troca de concessões políticas e ajuda econômica.

"O diálogo multilateral é um processo muito complicado que leva muito tempo", acrescentou Liu.

As conversas estão bloqueadas desde que Pyongyang não cumpriu o prazo, embora tenha dado passos para o desmantelamento.

Segundo Hill, quando Pyongyang entregar a lista, Washington avançará em sua promessa de tirar a Coréia do Norte da sua relação de países terrorista e suspender as sanções impostas ao país.

Pyongyang realizou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, após 3 anos de diálogo multilateral infrutífero, que tomou um novo rumo quando a Coréia do Norte assinou um novo compromisso.

Segundo Washington, o regime norte-coreano conta com um programa secreto de enriquecimento de urânio, suspeita que em 2002 disparou a atual crise, mas Pyongyang afirma que tem apenas instalações de plutônio.

Na primeira fase do acordo multilateral, Pyongyang fechou sua instalação de plutônio em Yongbyon - de onde teria realizado o teste de outubro de 2006 - em troca de um primeiro envio de ajuda. EFE pc/an

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