Pyongyang está disposta a retomar diálogo, diz ONU

Pequim, 12 fev (EFE).- O subsecretário-geral para Assuntos Políticos da ONU, Lynn Pascoe, disse hoje em Pequim após sua primeira viagem a Coreia do Norte que o regime comunista está disposto a retornar à mesa de diálogo sobre seu programa nuclear, estagnado há mais de um ano.

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"Em nome do secretário-geral, pedi que o diálogo de seis lados seja retomado sem pré-condições nem novos atrasos", explicou em entrevista coletiva o enviado da ONU, o primeiro em seu cargo a visitar Coreia do Norte em seis anos.

Durante sua visita, Pascoe se reuniu com o presidente norte-coreano, Kim Yong-nam, e com o ministro de Assuntos Exteriores, Pak Ui-chun, entre outros membros do alto escalão local.

A ele, o subsecretário-geral transferiu as opiniões do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e pediu o pronto retorno ao diálogo com Coreia do Sul, Estados Unidos, Rússia, Japão e China para o desmonte do programa nuclear norte-coreano.

Pascoe não quis dar mais detalhes sobre o diálogo de seis lados, já que a ONU não faz parte da mesa de diálogo.

O enviado das Nações Unidas considerou o diálogo "franco e aberto" e declarou que a atitude de seus interlocutores era de "insatisfação em relação às sanções da ONU (impostas após o segundo teste nuclear norte-coreano e o lançamento de foguetes de 2009)".

Apesar disso, segundo Pascoe, os norte-coreanos estão "certamente desejosos de retornar ao diálogo de seis lados".

Outros temas tratados por Pascoe em seu encontro na Coreia do Norte foram a crise nuclear, as relações com seus vizinhos, Coreia do Sul e Japão, e com os EUA, com os quais os norte-coreanos se mostraram dispostos a melhorar o relacionamento.

Pascoe também conversou sobre a cooperação de Pyongyang com as agências da ONU.

"Os atuais programas de ajuda são apenas um quarto do que deveriam ser", declarou em entrevista coletiva após sua viagem de quatro dias à Coreia do Norte iniciada na terça-feira.

O subsecretário-geral se mostrou satisfeito com a recepção que teve no país asiático, a permissão das autoridades para visitar hospitais e outros lugares de interesse para sua visita e o fato de sua viagem representar uma tomada de contato entre a agência internacional e o Governo norte-coreano, um dos mais isolados do planeta.

A visita de Pascoe coincide com a do enviado norte-coreano para o diálogo de seis lados, Kim Kye-kwan, a Pequim, e o retorno na segunda-feira, do enviado chinês a Pyongyang, Wang Jiarui.

O diálogo multilateral está parado desde dezembro de 2008. Em abril de 2009, a Coreia do Norte anunciou sua saída definitiva da mesa de diálogo em resposta às sanções da ONU.

Para retomar essas negociações, o regime norte-coreano exige a suspensão das sanções e a assinatura de um tratado de paz que substitua o armistício que deu fim à Guerra da Coreia (1950-1953).

EFE mz/bba

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