Pyongyang espera boa relação com novo premiê japonês--agência

TÓQUIO (Reuters) - O número 2 do regime norte-coreano defendeu a promoção de relações frutíferas com o novo primeiro-ministro do Japão, mas condicionou isso à forma como Yukio Hatoyama irá lidar com questões como as indenizações pela colonização japonesa de 1910 a 1945, informou nesta quinta-feira a agência japonesa de notícias Kyodo. Kim Yong-nam, presidente da Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte, também sugeriu em entrevista que o dirigente Kim Jong-il não tem problemas de saúde, e acrescentou que não há discussões em curso sobre sua sucessão, segundo despacho da Kyodo em Pyongyang.

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"A perspectiva das relações Coreia (do Norte)-Japão dependerão somente da atitude do governo japonês", disse Kim Yong-nam à Kyodo.

As relações bilaterais são tensas não só devido ao passado colonialista japonês, mas também por causa do sequestro de cidadãos japoneses pela Coreia do Norte nas décadas de 1970 e 1880 e do atual programa de armas nucleares do país comunista.

Tóquio impôs várias sanções à Coreia do Norte depois de uma série de testes com mísseis e armas nucleares, e a imprensa oficial norte-coreana costuma lançar frequentes críticas agressivas ao Japão.

Hatoyama, que deve tomar posse no dia 16, defende relações mais estreitas com seus vizinhos asiáticos, mas seu partido promete medidas duras para pressionar Pyongyang a abandonar seu programa nuclear, com ajuda da comunidade internacional.

(Por Chisa Fujioka e Yoko Nishikawa)

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