Pyongyang diz que segundo teste nuclear foi mais potente que o primeiro

Seul, 25 mai (EFE).- A Coreia do Norte disse hoje que realizou um segundo teste nuclear subterrâneo com sucesso e com um nível superior em termos de poder explosivo e tecnologia ao teste realizado no dia 9 de outubro de 2006, segundo a agência estatal KCNA.

EFE |

As agências sísmicas da Coreia do Sul e Estados Unidos detectaram um tremor de entre 4,5 e 4,7 graus de magnitude na escala Richter, poucos minutos antes das 10 da manhã (22h de Brasília de domingo), frente aos 3,6 graus registrado pelo instituto sismológico sul-coreano no primeiro teste nuclear da Coreia do Norte em 2006.

As primeiras informações desde Seul apontam que o teste teria sido realizado a cerca de 15 quilômetros do primeiro centro de provas norte-coreano na localidade de Kilju (província de Hamgyeong Norte), no noroeste do país comunista, segundo os cálculos da Agência Meteorológica citados pela agência local "Yonhap".

O teste nuclear de 2006 foi de uma potência de entre 5 e 15 quilotons, segundo os cálculos da inteligência russa, enquanto o realizado hoje poderia superá-lo em potência e capacidade de controle tecnológico, de acordo com Pyongyang.

A Coreia do Norte afirmou que o teste de hoje foi "seguro", o que aponta para que não se detectou nenhum vazamento de material radioativo, algo que também assegurou após a explosão controlada de 2006.

O regime comunista anunciou hoje que o objetivo do teste é fortalecer seu poder nuclear dissuasório para a autodefesa, depois de ter ameaçado com um teste atômico no dia 29 de abril.

Em 7 de maio, os serviços de Inteligência sul-coreanos disseram que tinham detectado movimentos de veículos e pessoal nos arredores de Kilju, o que poderia responder aos preparativos para o lançamento.

Nesta sexta-feira, a agência "Yonhap" informou que a Coreia do Norte tinha ordenado a retirada de toda embarcação do Mar Ocidental (Mar Amarelo), o que os serviços secretos sul-coreanos suspeitavam como um possível movimento prévio ao lançamento de um míssil de curto alcance. EFE ce-jmr/ma

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