Pyongyang diz que programa nuclear é resposta à proteção americana a Seul

Seul, 25 jun (EFE).- A Coreia do Norte assegurou hoje que o compromisso americano de apoiar com seu guarda-chuva nuclear a Coreia do Sul justifica a corrida atômica do país, e acrescentou que responderá com uma feroz represália atômica a qualquer agressão.

EFE |

Segundo o jornal do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, citado pela agência estatal norte-coreana "KCNA", o país comunista considera que a oferta de proteção nuclear dos Estados Unidos à Coreia do Sul é motivo suficiente para que o regime norte-coreano deseje obter armas atômicas.

Desta forma, a Coreia do Norte responde a um dos principais acordos da cúpula que aconteceu na última terça-feira em Washington entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega sul-coreano, Lee Myung-bak, na qual adotaram uma postura unificada contra Pyongyang.

Na reunião, os EUA se comprometeram pela primeira vez a proteger a Coreia do Sul com seu "guarda-chuva nuclear" e armas estratégicas em caso de um ataque atômico norte-coreano, depois que o país comunista fez seu segundo teste nuclear em 25 de maio.

"Não pretendemos nem queremos obter de ninguém o estatuto da potência nuclear. O poder de dissuasão nuclear é para enfrentar a ameaça dos EUA e é um direito soberano para salvaguardar nosso regime e o povo", ressaltou o jornal norte-coreano.

No entanto, a publicação oficial norte-coreana disse que a Coreia do Norte utilizará sua capacidade atômica para responder a uma agressão.

O jornal qualificou a cúpula entre Obama e Lee de um "beijo asqueroso entre amo e servo", e lembrou que a data da realização da reunião coincidiu com o aniversário da primeira cúpula intercoreana realizada em 2000 em Pyongyang, que iniciou um processo de reconciliação das duas Coreias.

Sobre a recente proposta do presidente sul-coreano de realizar o diálogo nuclear de cinco lados sem contar com a Coreia do Norte, Pyongyang acrescentou que a reunião de seis lados para a desnuclearização do país já é algo que não faz sentido.

A Coreia do Norte abandonou este diálogo, do qual participavam EUA, China, Japão, Rússia e as duas Coreias, quando o Conselho de Segurança da ONU condenou o lançamento de um foguete de longo alcance norte-coreano, em abril. EFE ce/db

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