tendência a difamar - Mundo - iG" /

Pyongyang diz que jornalistas presas têm tendência a difamar

Por Jon Herskovitz SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte afirmou nesta terça-feira que duas jornalistas norte-americanas sentenciadas a 12 anos de trabalhos duros estavam tentando difamar o país, dando sua primeira prestação de contas sobre o caso que deteriorou ainda mais os laços com os Estados Unidos.

Reuters |

Uma das principais cortes da Coreia do Norte, em julgamento fechado para observadores internacionais, condenou e sentenciou na semana passada Laura Ling e Euna Lee, ambas com mais de 30 anos e trabalhando para a emissora independente Current TV, dizendo que elas entraram ilegalmente no país para cometer um "grave crime".

"Em julgamento, as acusadas admitiram que o que fizeram eram atos criminosos, alavancados por motivação política para isolar e suprimir o sistema socialista da DPRK (Coreia do Norte), ao forjar imagens com o objetivo de falsificar a performance de direitos humanos e jogar difamações e calúnias (contra o país)", afirmou a agência de notícias oficial KCNA.

"Estamos seguindo com um alto grau de vigilância a atitude das norte-americanas que produziram atos criminosos contra a DPRK", acrescentou a agência.

O governo dos EUA pediu a soltura das jornalistas, com a secretária de Estado, Hillary Clinton, chamando as acusações de "infundadas".

Analistas dizem que a Coreia do Norte está usando as jornalistas como barganha contra os Estados Unidos, que por anos tentou encerrar a busca de Pyongyang por armas atômicas.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, trabalhará para formar uma política única sobre a Coreia do Norte quando se encontrar com o presidente norte-americano, Barack Obama, na terça-feira, em Washington.

Grupos de defesa dos direitos humanos denunciaram a prisão e disseram que o sistema judicial norte-coreano é designado para proteger o regime do líder Kim Jong-il, e não para aplicar a lei.

A KCNA afirmou que as duas jornalistas não poderão apelar contra a decisão. A agência disse que ambas cruzaram o rio Tumen ao amanhecer do dia 17 de março e entraram na Coreia do Norte com dois homens para fazer um documentário difamando o país. A KCNA nomeou membros da Current TV nos Estados Unidos como parte de uma conspiração.

Detalhes sobre a prisão, incluindo o local atual para onde elas foram levadas, não foram divulgados. As jornalistas foram presas perto da fronteira com a China.

Os Estados Unidos e outros governos acusam a Coreia do Norte de abuso sistemático dos direitos humanos, dizendo que a nação mantém uma rede de prisões políticas para estampar opositores e realiza execuções públicas para intimidar o povo.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG