Pyongyang deteve trabalhador sul-coreano por criticar Kim Jong-il

Seul, 14 ago (EFE).- A autoridades norte-coreanas no complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, detiveram o sul-coreano que trabalhava no local por criticar Kim Jong-il e o filho deste Kim Jong-un, disse um parente do detido, um dia após a libertação dele.

EFE |

Yu Seong-jin, detido e incomunicável durante mais de quatro meses na Coreia do Norte, disse a seu irmão que "a detenção aconteceu após criticar Kim Jong-il, a irmã deste e Kim Jong-un (filho mais novo e provável herdeiro do regime comunista) diante das pessoas com as quais trabalhava", informou a agência local "Yonhap".

Falar de Kim Jong-un, filho mais novo de Kim Jong-il e sucessor da liderança à frente da Coreia do Norte, segundo os serviços de inteligência sul-coreanos, é um tema tabu na Coreia do Norte.

Durante o tempo que Yu permaneceu detido, as autoridades norte-coreanas não tornaram pública a situação de seu confinamento, mas afirmaram que o investigaram por criticar o sistema comunista norte-coreano e incitar uma funcionária da Coreia do Norte a desertar.

Yu, engenheiro da companhia sul-coreana Hyundai Asan no complexo intercoreano de Kaesong, foi detido na manhã de 30 de março sem que pudesse ter contato com os representantes sul-coreanos ou de sua empresa no parque industrial, segundo o irmão.

"Ele esteve todo o tempo de sua detenção sozinho, sem entrar em contato com outras pessoas, mas o trataram e alimentaram bem", disse o parente do detido.

Yu só soube ontem, pouco antes de ser libertado, que retornaria à Coreia do Sul, cuja fronteira cruzou às 20h30 da quinta-feira (8h30 de Brasília).

O sul-coreano está recebendo atendimento médico em um hospital de Seul, mas, segundo a agência "Yonhap", tem boa saúde. EFE co-jmr/an

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