Pyongyang condena americano entre pressões para volta ao diálogo

Seul, 7 abr (EFE).- A Coreia do Norte anunciou hoje a condenação a oito anos de trabalhos forçados de um americano, uma nova moeda de troca para o regime comunista quando debate seu retorno às negociações sobre desarmamento nuclear.

EFE |

O americano Aijalin Mahli Gomes, de 30 anos, ex-professor de inglês na Coreia do Sul com fortes convicções religiosas, original de Boston, segundo a agência "Yonhap", permanecia detido em território norte-coreano desde 25 de janeiro, após entrar ilegalmente ao país pela fronteira com a China.

Conforme informou hoje a agência oficial norte-coreana "KCNA", ontem foi realizado o julgamento no qual "se confirmou a culpa" de Mahli Gomes, acusado de "hostilidade" ao regime norte-coreano.

Por essa mesma acusação duas jornalistas americanas foram condenadas a 12 anos, que em agosto foram liberados, após a viagem a Pyongyang do ex-presidente Bill Clinton.

Gomes "admitiu todas as acusações", por isso que com base no código penal do país comunista foi condenado a oito anos de trabalhos forçados e uma multa de 70 milhões de wons norte-coreanos (US$ 700 mil), segundo a informação de "KCNA".

Ao julgamento assistiram representantes da embaixada da Suécia em Pyongyang "protegendo os interesses americanos", já que os EUA não mantém laços diplomáticos com o regime de Kim Jong-il.

A condenação ao cidadão americano aconteceu no meio das pressões internacionais para que a Coreia do Norte retorne à mesa de diálogo para seu desarmamento nuclear, paralisado desde 2008 por decisão unilateral de Pyongyang. EFE ce/dm

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