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Pyongyang adverte que postura de Seul pode ter conseqüências irreversíveis

Cecilia Heesook Paek Seul, 1 abr (EFE).- Pyongyang advertiu hoje Seul de que o endurecimento de sua postura com a Coréia do Norte pode ter conseqüências irreversíveis, o que representa um novo passo na escalada de tensão que levou as relações entre os dois países a seu pior momento em 10 anos.

EFE |

A advertência norte-coreana, feita realizada através do jornal "Rodong Sinmun" do Partido dos Trabalhadores do país, coincide com a chegada hoje a Seul do negociador nuclear americano Christopher Hill.

A Coréia do Norte foi inequívoca em seus últimos gestos: começou na semana passada com a expulsão dos funcionários sul-coreanos do complexo industrial de Kaesong, seguiu com o lançamento de vários mísseis de curto alcance e terminou no domingo com a ameaça de "reduzir às cinzas" a Coréia do Sul.

Em declarações à imprensa após chegar a Seul, Cristopher Hill minimizou as afirmações do regime comunista e as considerou como parte da necessidade de Pyongyang de fazer propaganda em seu próprio território.

O negociador americano se mostrou confiante de que as ameaças norte-coreanas não afetarão as negociações de seis lados entre as duas Coréias, a China, o Japão, a Rússia e os EUA para acabar com o programa nuclear norte-coreano.

Hill chegou à Coréia do Sul com a intenção de reiniciar o processo de desnuclearização norte-coreano, estagnado desde o final de 2007.

A causa da interrupção são as divergências entre Coréia do Norte e EUA com relação à existência de um programa de enriquecimento de urânio e de uma suposta cooperação nuclear norte-coreana com a Síria.

Hill e o diplomata coreano Kim Kye-gwan se reuniram no mês passado em Genebra para tentarem diminuir estas diferenças e, embora não tenham chegado a um acordo concreto, o negociador dos EUA disse que naquela ocasião foram alcançados certos avanços.

No entanto, Hill reconheceu que nem aqueles avanços nem outros contatos formalizados indiretamente serão úteis até que a Coréia do Norte apresente uma declaração completa e correta de seu potencial nuclear.

"Agora é o momento de a Coréia do Norte tomar uma decisão", acrescentou o americano em referência à possibilidade de que Pyongyang esteja tentando atrasar as negociações até que haja uma mudança de Governo em Washington.

Segundo Cristopher Hill as condições agora são melhores para Pyongyang.

A imprensa sul-coreana especulou sobre uma eventual reunião entre o negociador dos EUA e o norte-coreano durante essa viagem de Hill, que o levará também à Indonésia e ao Timor-Leste, mas o alto funcionário americano negou tal possibilidade.

Pyongyang acusou hoje o presidente sul-coreano Lee Myung-bak, a quem acusou de traidor, de pró-americano e de impulsionar o confronto entre as duas Coréias.

Trata-se da primeira crítica que o regime norte-coreano faz contra Lee, a quem se atribui, desde que assumiu a Presidência em fevereiro passado, a causa do endurecimento da política de Pyongyang.

Desde que assumiu o cargo, Lee condicionou suas relações políticas com a Coréia do Norte à desnuclearização do regime comunista, enquanto anunciou uma estreita cooperação com Washington.

Analistas locais acreditam que as críticas de Pyongyang são uma resposta ao endurecimento das relações com país comunista, ordenado por Lee, e alguns inclusive sugerem que a Coréia do Norte pode influir nas eleições parlamentares que acontecerão na Coréia do Sul amanhã.

Segundo as últimas pesquisas, está prevista uma maioria ampla para o conservador Grande Partido Nacional (GPN), de Lee.

As forças de oposição acusam o Governo de Lee de fomentar o confronto com a Coréia do Norte a fim de atrair o voto nas eleições parlamentares. EFE ce/rr/fal

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