Putin se diz muito ocupado para participar de debates eleitorais

Oposição questiona legitimidade da candidatura do premiê e faz apelo para que ele tire licença para se dedicar à campanha

iG São Paulo |

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quinta-feira, por meio de seu porta-voz, que não participará dos debates presidenciais por causa de seus deveres no governo. O premiê será candidato à presidência na votação, marcada para março.

“Participar dos debates eleitorais na TV impediria a habilidade do premiê de desempenhar seus deveres corretamente”, disse o porta-voz, Dmitry Peskov, acrescentando que Putin pode optar por nomear representantes para debater com seus rivais.

Leia também: Comunistas consolidam papel de oposição na Rússia

Na quarta-feira, o Partido Comunista, rival do Rússia Unida de Putin, enviou uma carta à Procuradoria do país questionando a legitimidade da campanha de Putin, já que a legislação afirma que um candidato à presidência não pode ocupar cargos estatais.

O chefe do Comitê Eleitoral da Rússia, Vladimir Churov, afirmou que Putin não é funcionário estatal, mas, sim, ocupa um cargo de confiança (do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev), o que permite continuar na chefia do governo durante a campanha.

O líder e candidato do Partido Comunista, Gennady Zyuganov, fez um apelo para que Putin se afaste do cargo durante a campanha. “Não apenas ele deve sair de licença como também deve concordar em participar de debates políticos abertos”, afirmou.

O Rússia Unida conquistou a maioria em uma eleição acirrada em dezembro , apesar de supostas irregularidades apontadas para alavancar o número de votos.

Dezenas de milhares de russos saíram às ruas para protestar desde então, reivindicando a saída de Putin do poder. Dentre as manifestações, Moscou presenciou a maior demonstração de descontentamento desde a queda da União Soviética em 1991 em uma marcha ocorrida no final de semana.

Putin ocupou o cargo de presidente de 2000 a 2008. Como premiê, manteve-se em evidência e ofuscou Medvedev, escolhido por ele como sucessor.

Como uma mudança constitucional estendeu o mandato presidencial russo de quatro para seis anos, Putin tem a chance de ficar até 12 anos do poder caso vença a eleição de 2012 e busque a reeleição.

Com BBC e EFE

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